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SÃO PAULO – O Ibovespa acentua as perdas na tarde desta quarta-feira (5), em meio a diversos ingredientes negativos para o mercado. Enquanto os dados de emprego nos Estados Unidos mostraram uma criação de vagas levemente abaixo do esperado, os dados do setor de serviços nacional desanimaram. Soma-se ainda a isso a continuidade do cenário de aversão ao risco para os emergentes, associado ainda às revisões para baixo do PIB brasileiro por grandes bancos como o Credit Suisse e o JPMorgan, ambos cortando a projeção da atividade econômica para 1,5%. Com isso, o Ibovespa registrava, às 15h37 (horário de Brasília), queda de 1,57%, a 46.226 pontos.
E um dos grandes destaques de queda fica com a Petrobras (PETR3, R$ 12,85, -3,17%;PETR4, R$ 13,69, -2,84%), que renova mínimas novamente. Por outro lado, as ações da Vale (VALE3, R$ 33,43, +2,33; VALE5, R$ 29,93, +1,18%) registram ganhos, sendo uma das poucas do índice que ficam no positivo nesta sessão.
O humor do mercado permanece sensível e, caso os dados do relatório de emprego nos Estados Unidos na próxima sexta-feira se apresentem fracos, a confirmação de uma tendência baixista pode se intensificar. Nesta data, o mercado acompanhou uma espécie de prévia do relatório de emprego, com a divulgação do ADP, que mostrou desaceleração na contratação para 175 mil postos de trabalho em janeiro, levemente abaixo do esperado pelos analistas, o que acentuou a aversão ao risco do mercado. Soma-se ainda a fala do presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Charles Plosser, que destacou esperar uma interrupção do programa de compra de títulos do Federal Reserve antes mesmo que a taxa de desemprego caia abaixo de 6,5%.
Chama a atenção ainda o noticiário econômico nacional, com a divulgação dos dados do setor de serviços pelo HSBC, apontando para contração da atividade de serviços do País após quatro meses de avanço.
No noticiário corporativo, o grande destaque fica mais uma vez para as ações das companhias do setor elétrico, em meio à alta dos preços de energia em decorrência da escassez de chuvas em um cenário de forte demanda por energia. Na véspera, um apagão atingiu onze estados e afetou 6 milhões de pessoas, sendo um sinal de alerta diante do baixo nível de reservatórios e demanda recorde por energia. O dia é de queda para os papéis do setor: a Cemig (CMIG4) vê seus papéis registrarem forte baixa, de 3,71%, a R$ 12,99, a Copel (CPLE6) vê seus papéis terem queda de 2,57%, enquanto a ação da Cesp (CESP6, R$ 22,02, -0,41%) registra menores perdas, assim como a Eletrobras (ELET3, R$ 4,92, -1,99%; ELET6, R$ 9,25, –1,18%).
Já as ações da Ecorodovias (ECOR3) recuam 3,47% nesta sessão, a R$ 11,68. A concessionária de infraestrutura vendeu sua participação de 11,41% na Serviços e Tecnologia de Pagamentos (STP) por R$ 292,12 milhões. Os compradores foram sociedades controladas pelo fundo de private equity Capital International e sua afiliada CGPE VI, L.P., disse a companhia em fato relevante na terça-feira. Apesar do valuation razoável, o Credit Suisse apontou que a operação deve ser vista como marginalmente negativa para a empresa por atribuir uma chance razoável de que os proceeds sejam destinados ao negócio de porto. Nesse cenário, o banco acredita que haveria uma destruição de valor relevante. No ano, as ações da Ecorodovias registram desvalorização de 20%.
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Por fim, chama a atenção ainda os papéis da ALLL (ALLL3, R$ 6,21, -3,72%), que registram uma das maiores baixas após a divulgação de sua prévia operacional, que mostrou elevação do lucro operacional de 2% no quarto trimestre,
Europa
Na Europa, dados mostram que a economia na Zona do Euro se expandiu em seu ritimo mais rápido desde junho de 2011. O PMI (Índice de Gerente de Compras) ficou em 52,9 – sétimo mês consecutivo de crescimento – ante 52,1 no mês de janeiro.
Os resultados animaram os mercados no continente europeu, que após três dias de perdas, se recuperaram nesse ínicio de pregão. Na Alemanha, o DAX, tinha ganhos de 0,20% no inicio de pregão. O dia é de alta para o FTSE e CAC, índices de Londres e de Paris, que acumulavam ganhos de 0,41% e 0,34%.
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Além disso, os investidores seguem atentos à reunião do Banco Central da Inglaterra e do BCE (Banco Central Europeu) que acontecem na próxima quinta-feira (6) sobre as políticas monetários do país e do continente.