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Pressionado pela queda das ações da Petrobras, o Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (24) em baixa de 0,87%, a 68.196 pontos. O volume financeiro do dia atingiu a expressiva cifra de R$ 11,04 bilhões. A queda no dia só não foi maior porque as ações da Vale, que detêm grande peso no índice, tiveram forte alta e lideraram a ponta compradora.
Como não poderia deixar de ser, o principal vetor do mercado nesta sessão ficou por conta da Petrobras, cujos papéis ordinários cairam 1,98% na sessão, enquanto os ativos preferenciais amargaram queda de 1,87%. A estatal revelou na véspera os preços das suas novas ações ordinárias e preferenciais dentro da oferta primária, que ficaram em R$ 29,65 e R$ 26,30, respectivamente, abaixo do preço das ações que já eram listadas na Bovespa.
Além disso, o dia marcou a estreia dos novos ADSs (American Depositary Shares) representativos de ações ordinárias e preferenciais da estatal na Nyse, mostrando alta frente aos preços fixados no processo de bookbuilding, de US$ 34,49 e US$ 30,59, respectivamente, embora os papéis já negociados tenham reportado queda em relação à última quinta-feira.
Vale lembrar que as ações da Petrobras estrearão no mercado acionário brasileiro apenas na próxima segunda-feira (27). As ações da BM&F Bovespa também registraram queda neste dia, liderando a ponta vendedora.
Por outro lado, na ponta positiva do índice, ficaram os papéis da Vale. A copanhia anunciou na véspera a criação de um programa de recompra de ações de sua emissão num valor total de até US$ 2 bilhões. Além disso, a empresa anunciou que passará a ser listada em Hong Kong, sob a forma de certificados de depósito, até o fim deste ano, e, que também pagará dividendos adicionais.
Agenda
Na pauta doméstica, destaque para dados inflacionários. Novamente apresentando avanço, o IPC-Fipe apontou inflação de 0,35% na terceira quadrissemana de setembro, taxa 0,14 ponto percentual acima das variações apontadas no mesmo período de agosto e na segunda prévia deste mês, ambas de +0,21%.
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Também no noticiário interno, a CNI divulgou a Sondagem Industrial referente ao mês de agosto. O documento revelou que o crescimento da produção industrial “se tornou mais disseminado para a indústria”. O índice de evolução da produção passou de 53,4 para 55,1 pontos.
Nos Estados Unidos, o número de casas novas vendidas em agosto ficou abaixo do esperado pelo mercado. No mês, o New Home Sales marcou vendas anualizadas de 288 mil casas, número inferior às expectativas do mercado (291 mil). Cabe lembrar que em julho o resultado também revelou vendas de 288 mil casas, de acordo com os dados revisados.
Já o número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana veio melhor que o esperado pelo mercado durante o mês de agosto. O indicador Durable Good Orders exibiu queda de 1,3% no referido mês, número melhor que o previsto por analistas, que previam queda de 1,4%. Os dados de julho foram revisados para uma alta de 0,7%.
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Na Europa, as bolsas fecharam em alta impulsionadas pelo indicador de confiança do empresariado alemão, que segundo dados do instituto Ifo, subiu inesperadamente ao seu mais alto nível dos últimos três anos, ao passar de 106,7 pontos em agosto para 106,8 pontos em setembro
Dólar
Ampliando suas perdas no final da sessão, o dólar comercial fechou esta sexta-feira com queda de 0,52%, sendo cotado na venda a R$ 1,711, aproximando-se da menor cotação do ano, alcançada no dia 14 de setembro, quando fechou a R$ 1,708. Com este recuo, a moeda norte-americana fechou a semana com variação negativa de 0,47%.
Mantendo ativa sua rotina de intervenções, o BaCen voltou a comprar dólares nesta sexta-feira. Após realizar compras por volta das 12h40 (horário de Brasília), a autoridade monetária também interviu entre as 15h46 e as 15h51, aceitando uma taxa de corte de R$ 1,7094.
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Ainda dentro do noticiário do mercado cambial, importante destacar que na noite passada o BC anunciou mudanças na metodologia de cálculo da Ptax, que passam a valer em 2011.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2013, fechou com taxa de 11,79%, queda de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,11% em relação ao fechamento anterior, cotado a 137,65% do valor de face.
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O Risco-País registrou variação negativa de 10 pontos-base em relação ao fechamento anterior, fechando em 203 pontos-base.