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SÃO PAULO – A segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano referente ao segundo trimestre de 2010 revelou uma expansão anualizada de 1,7%, patamar superior às expectativas do mercado, de 1,6%.
Por outro lado, o resultado divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Comércio dos EUA revela uma desaceleração na maior economia do globo frente ao primeiro trimestre do ano, quando a expansão anualizada fora de 3,7%. Do mesmo modo, nos últimos três meses de 2009, a expansão do PIB atingira 5,0%, também superando o patamar divulgado nesta manhã.
Consumo avança
Contando por 70% de toda a economia, os gastos dos consumidores revelaram avanço ante a segunda prévia, passando de 2,0% para 2,2%, sendo esta a maior leitura desde o primeiro trimestre de 2007. Os desembolsos por parte dos consumidores adiciona nada menos que 1,54 ponto percentual à expansão entre abril e junho.
Cabe lembrar que os consumidores podem ser o principal driver para a retomada da economia norte-americana, uma vez que, com gastos mais elevados, as vendas das companhias também elevam-se, e, com isso, há um maior número de contratados no mercado de trabalho, que por sua vez impulsiona o ciclo.
Revisões para cima
Do mesmo modo, outro item revisado para cima nesta última leitura foram os estoques. Entre abril e junho deste ano, eles contribuíram com 0,82 ponto percentual de toda a expansão da economia norte-americana, ao passarem dos US$ 63,2 bilhões do último relatório para US$ 68,8 bilhões.
O relatório também revelou que os lucros corporativos após o pagamento de impostos cresceram 3,9% no segundo trimestre, ao passo que a última leitura indicava alta de 2,9%.
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Balança pressiona expansão
Em contrapartida, a balança comercial segue sendo o principal ponto a ofuscar um maior avanço da economia dos EUA. Nesta leitura, o Departamento de Comércio revelou um avanço no déficit comercial do país, de US$ 445 bilhões para US$ 449 bilhões, à medida que as importações avançaram mais que o estimado anteriormente.
Com isso, o déficit na balança comercial subtraiu 3,5 pontos percentuais do crescimento do produto interno bruto, sendo esta a maior redução desde a ocorrida em 1947.
No entanto, trazendo certo alento, cabe destacar que os analistas não esperam que o ritmo de robusto de crescimento das importação deva continuar, o que significa que o comércio irá representar um menor entrave ao crescimento no terceiro trimestre.
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Outros dados
O relatório divulgado nesta manhã também revela uma expansão de 24,8% nos gastos em novos equipamento e softwares, a maior desde 1983. Por sua vez, os desembolsos em construções – incluindo escritórios e fábricas -, declinou 0,5%, face ao avanço de 0,4% da leitura prévia.
Preços em alta
Por última o deflator do PIB (Produto Interno Bruto), que mede basicamente o custo de uma cesta de bens na economia norte-americana, registrou um avanço de 1,9%, patamar em linha com as projeções e com o resultado da prévia anterior.