Ibovespa cede à pressão da Petrobras e vira para queda

Em dia agitado, mercado se divide entre temporada de balanços e expectativa pelo desfecho da reunião do Copom; Embraer, Ambev e Telefônica sobem, enquanto Eletropaulo e ALL caem

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SÃO PAULO – Em dia de bastante volatilidade na Bolsa, o Ibovespa não consegue sustentar alta e vira para o campo negativo, em meio às pressões das ações da Petrobras (PETR3; PETR4), que caem forte depois da divulgação do resultado do quarto trimestre. Às 16h31 (horário de Brasília), o índice recuava 0,25%, a 46.531 pontos, caminhando no mesmo sentido das bolsas norte-americanas, que também perderam força nesta tarde apesar dos bons dados corporativos por lá, além dos números animadores do setor imobiliário. 

Por aqui, a Petrobras, principal destaque do dia, registrou uma queda de 19% no lucro líquido no quarto trimestre de 2013 para R$ 6,28 bilhões e, apesar da queda nos últimos três meses do ano, teve aumento de 11% do lucro no ano passado. Os números não chegaram a surpreender o mercado, ficando relativamente em linha, de acordo com as projeções do Credit Suisse e levemente abaixo das estimativas em termos de lucro líquido do BB Investimentos. Entretanto, os papéis caíam: os ordinários recuavam 2,64%, a R$ 12,93, enquanto os preferenciais registravam desvalorização de 3,31%, a R$ 13,71.

Embora o resultado não tenha ficado muito diferente do previsto, a teleconferência da estatal realizada nesta manhã não agradou o mercado. A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse que o preço da gasolina só será equiparado ao mercado externo a partir de 2015. 

Além disso, o mercado também repercute os balanços de outras empresas “pesos-pesados” da bolsa, como Ambev (ABEV3), Eletropaulo (ELPL4), Telefônica Brasil (VIVT4), Embraer (EMBR3), enquanto entre as referências econômicas o mercado aguarda pelo fim da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), com os economistas bem divididos em suas expectativas, que giram entre uma alta da Selic de 0,25 e 0,5 ponto percentual. 

Vale ressaltar o dia positivo das bolsas norte-americanas, também de olho na temporada de resultados e com dados positivos do setor imobiliário, que foram melhores do que o esperado ao registrar a compra de 468 mil novas casas em janeiro, acima da expectativa de 400 mil. 

Embraer, Telefônica, Ambev sobem; Eletropaulo vira e cai
Por outro lado, as ações da Embraer, Telefônica Brasil, Ambev registram ganhos de 5,57%, 2,98% e 1,45% nesta manhã após resultados, sendo cotadas a R$ 21,04, R$ 43,48, R$ 16,84, respectivamente. Enquanto isso, as ações da Eletropaulo, que chegaram a subir mais cedo, viraram para queda e registrava perdas de 2,10%, a R$ 8,00. 

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A Embraer teve lucro líquido acima das expectativas do mercado em 2013, ultrapassando algumas de suas próprias previsões para o ano passado. A Eletropaulo registrou prejuízo líquido de R$ 73,3 milhões no quarto trimestre, mas ainda assim menor do que no mesmo período do ano passado (R$ 85,9 milhões), afetado por amortização de passivo regulatório. 

Já a Ambev registrou um lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 4,66 bilhões no quarto trimestre, alta de 106,2% na comparação frente o mesmo período de 2012, enquanto a Telefônica somou um lucro líquido de R$ 3,7 bilhões em 2013, registrando uma baixa de 16,6% frente 2012. 

Ainda do lado negativo, chama atenção também a ALL (ALLL3), que recua 1,20%, sendo cotada a R$ 6,56, depois de ter ampliado o seu prejuízo no quarto trimestre de 2013 em 53,5% sobre um ano antes, a R$ 31,4 milhões. Mais cedo, os papéis já haviam registrado baixa de 7,68%, a R$ 6,13.

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Enquanto isso, as ações da Gerdau (GGBR4, R$ 14,84, -1,33%) e CSN (CSNA3, R$ 10,64, -0,93%) registram baixas próximas a 1% e também pressionavam o índice. Já a Vale (VALE3; VALE5) alternava entre leves perdas e ganhos às vésperas da divulgação do resultado do quarto trimestre. 

EUA, Europa e Ásia
Os mercados mundiais seguem em queda. Nos Estados Unidos, os principais índices acionários operam no pré-market no campo negativo, assim como as ações europeias. As bolsas asiáticas, que foram exceção, e viram alguns índices acionários do continente fecharem o dia em alta.

Na agenda norte-americana, os destaques ficam com as vendas de moradias novas em janeiro, indicador que será divulgado às 12h (horário de Brasília), além da fala da presidente do Federal Reserve de Cleveland, Sandra Pianalto, que irá fazer um pronunciamento às 21h30. Além dela, o presidente do Fed de Boston, Eric Resengren, que não vota no Fomc (Federal Open Market Committee), discursa mais cedo, às 14h. 

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Já na Europa, as bolsas têm fraco volume de negócios, devido ao temor dos investidores com a segunda maior economia do mundo após rumores de o governos chinês iria cortar os créditos às imobiliárias. Os investidores seguem atentos também a temporada de divulgação de resultados de muitas empresas. O grupo francês Airbus, apresentou lucro maior do que o ano passado e vê suas ações subirem mais de 3%. Outro fator que chama a atenção nesta quarta-feira é o alto volume de negociação das ações do Credit Suisse, que caem mais de 2% após o Congresso dos EUA falar que o banco ajudou mais de 20 mil clientes a não pagar impostos. 

O índice FTSE 100, de Londres, registra perdas de 0,39%, enquanto o DAX, benchmark alemão, cai 0,47%. O CAC, de Paris, apresenta queda de 0,51% e o benchmark da Espanha, o IBEX, recua 0,12%.

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