“Guerra” contra Apple pode durar mais do que previsto e Gradiente despenca 17,8%

Julgamento que poderia reverter decisão sobre uso da marca "iphone" no Brasil foi adiado; segundo fonte disse ao InfoMoney, caso pode parar no STJ

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SÃO PAULO – A batalha da Gradiente, da IGB Eletrônica (IGBR3), contra a Apple parece que não terá um fim tão cedo. Nos últimos 16 dias, as ações da empresa dispararam 98% em meio a rumores de que a empresa poderia conseguir reverter a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que liberou a marca “iphone” para a Apple, em setembro do ano passado. No entanto, o que parecia certo pode não ocorrer ou demorar mais tempo do que o previsto. 

Diante de notícias nada agradáveis para a brasileira, os papéis da IGB Eletrônica despencavam nesta sessão, depois de terem subido nove vezes nos últimos onze pregão, sendo que em um desses a ação fechou no zero-a-zero. Nesta sessão, as ações caíram 17,84%, cotadas a R$ 5,02, depois de terem atingido na mínima do dia queda de 18,99%, a R$ 4,95.

Chamava atenção também o volume financeiro movimentado com a ação, que alcançava no mesmo horário R$ 173,8 mil, contra uma média diária dos últimos 21 pregões de 89,5 mil. 

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Na véspera, estava marcado a julgamento do recurso da Gradiente no TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª região, no Rio de Janeiro, entretanto, foi adiado. Um dos desembargadores votantes, Abel Gomes, pediu vista para analisar melhor o processo. Com isso, a decisão deve ocorrer somente depois do Carnaval. 

Segundo uma fonte próxima ao assunto disse ao InfoMoney, ainda não teria nada decidido, mas é possível que um voto negativo dele influencie a decisão dos demais desembargadores votantes no caso. Contudo, independente do resultado, o caso deve parar no STJ (Supremo Tribunal de Justiça), demorando ainda mais para sair o parecer final. 

A “guerra” entre Gradiente e Apple
A briga em torno da marca IPHONE começou no ano passado, quando a Gradiente lançou seu smartphone “G Gradiente iPhone”. O lançamento aconteceu pouco tempo antes da data em que o registro da marca expiraria se ela não fosse usada. Embora seja utilizado pela Apple em todo o mundo para nomear seu celular, no Brasil, pertence à Gradiente, que registrou em 2008. A Apple, então, solicitou o uso da marca iPhone em celulares, roupas e outros objetos. O INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) analisou o caso e determinou, em fevereiro, que a Gradiente era dona da marca para uso de aparelhos eletrônicos. 

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Em meio à briga, a Gradiente entrou com uma ação na Justiça de São Paulo (em andamento), enquanto a Apple entrou com outra no Rio de Janeiro. Como a Gradiente perdeu no Rio, a empresa brasileira entrou com recurso no ano passado, o qual será julgado agora. No início do ano passado, as companhias interromperam a briga judicial para buscar solução amigável, mas parece que a solução terá que vir por intermédio da Justiça.