Com clima adverso nas bolsas, risco-País volta a fechar com variação positiva

Indicador calculado pelo banco norte-americano JP Morgan alcança 205 pontos, estimulado por dados piores que o esperado

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta quinta-feira (5) em alta de cinco pontos-base, atingindo 205 pontos. A alta auferida pelo indicador reflete a divulgação de indicadores piores que o esperado nos Estados Unidos e o noticiário europeu. 

O Initial Claims mostrou um total de 479 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na última semana, o patamar mais alto desde abril deste ano. Além do aumento na passagem semanal, o número também ficou pior do que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 455 mil.

No Velho Continente, o noticiário trouxe mais preocupação ao mercado. Em linha com o esperado pelos analistas, o BoE (Bank of England) e o BCE (Banco Central Europeu) anunciaram manutenção da taxa básica de juro do Reino Unido e da Zona do Euro em 0,5% e 1% ao ano, respectivamente.

O presidente do BCE, Jean Claude-Trichet, assustou o mercado ao afirmar que é cedo demais para “declarar vitória” contra a crise econômica, dado que o crescimento no segundo semestre será muito menos expressivo do que no segundo trimestre. A expansão da economia continuará, segundo Trichet, mas em nível moderado e desigual.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em sem variação de 0,00% na noite desta quinta-feira, cotado a 137,10 centavos de dólar. 

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 205 pontos-base.

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Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

 Ativo Último Fech. Anterior Var %
 Global 40 137,10 137,10 0,00 

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.