Petróleo recua com dados sobre o mercado de trabalho dos EUA e dólar forte

Economia norte-americana perdeu mais vagas que o esperado em julho; dólar apreciado torna petróleo ainda menos atrativo

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SÃO PAULO – O petróleo opera em queda no começo desta tarde, com dados sobre mercado de trabalho dos Estados Unidos elevando os temores acerca da economia do país e a demanda pela matéria-prima. Há pouco, o barril de óleo bruto era cotado a US$ 80,79 em Londres, em queda de 1% em relação ao último fechamento.

Apesar do desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 3,18% neste mês de agosto. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 4,33%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 77,33 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em setembro de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 81,00 por barril, configurando uma baixa de 1,23% frente ao fechamento anterior.

EUA em foco
O Relatório de Emprego dos Estados Unidos é a principal referência da agenda nesta sexta-feira (6) e influencia o clima de menor apetite por risco. Os dados divulgados nesta sessão mostram que a economia norte-americana perdeu 131 mil postos em julho, resultado pior do que o esperado pelo mercado, que estimava eliminação de 87 mil vagas.

Por outro lado, a taxa de desemprego do país permaneceu em 9,5%, ante expectativa dos analistas de alta para 9,6% em julho. A média de horas trabalhadas foi de 34,2 horas, acima das 34,1 horas trabalhadas.

Os dados desfavoráveis sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos reforçam nesta sexta-feira um sentimento que já havia sido trazido pelo Initial Claims na véspera, quando o indicador mostrou que mais pessoas solicitaram auxílio-desemprego na semana passada. O clima de cautela influencia a procura por “portos seguros” como o dólar e o ouro e pesa sobre os ativos de risco, dentre eles as commodities energéticas.

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Dólar apreciado
Entre números econômicos aquém das expectativas, o dólar norte-americano se aprecia frente à diversas moedas do globo, tornando o investimento em petróleo e outras commodities mais caro para detentores de outras divisas e, portanto, ainda menos atrativo.