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SÃO PAULO – O Ibovespa inicia o ano de 2014 assim como terminou 2013, em queda. Após ensaiar uma alta no início da sessão, o benchmark da bolsa logo virou para queda na sessão desta quinta-feira (2), com as perdas sendo intensificadas no final da manhã. Às 12h43 (horário de Brasília), o índice registrava perdas de 1,22%, a 50.876 pontos.
O mercado de câmbio também refletia o mau humor do mercado, com o dólar registrando alta de 1,80% no mesmo horário, a R$ 2,399 na compra e R$ 2,400 na venda. O mercado reflete a percepção de que o cenário para o Brasil seguirá negativo para a bolsa brasileira, em meio a um cenário de menor crescimento econômico, além da pressão de investidores estrangeiros para que o Banco Central faça uma reavaliação da oferta diária de swap cambial.
Entre as maiores quedas do índice, destaque para a Brookfield (BISA3) e Gafisa (GFSA3), com baixa de cerca de 5%, seguido pela B2W (BTOW3), com perdas de 4,39%, a R$ 14,60, pressionado pela expectativa de que a companhia deixará o Ibovespa na próxima segunda-feira. As ações da ALL (ALLL3) também têm forte queda, em meio ao fluxo de notícias negativas em relação ao futuro da empresa.
Entre as poucas ações que registram alta nesta sessão, destaque para as que são impulsionadas pela forte alta do dólar, como é o caso da exportadora Embraer (EMBR3, R$ 19,08, +1,1%), uma das poucas a registrar ganhos de mais de 1%.
Dados positivos nos EUA
No noticiário econômico norte-americano, dados positivos levaram à elevação dos rendimentos dos títulos dos EUA, em meio às perspectivas de que o Federal Reserve ajuste para cima as taxas dos Treasuries com a recuperação da economia. Em destaque, está o número de auxílios desempregos caiu 2 mil na semana encerrada em 28 de dezembro, para 339 mil. Enquanto isso, o PMI (Índice de Gerente de Compras) do país subiu para 55 na leitura final de dezembro, ante 54,7 em novembro, atingindo assim o seu maior nível em 11 meses.
E o dia foi da divulgação de PMIs em diversos países. O índice de atividade industrial divulgado pelo governo da China passou em dezembro para 51 ante 51,4 em novembro, enquanto o divulgado pelo HSBC teve desaceleração de 50,8 para 50,5, no menor patamar em três meses.
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Já o PMI industrial da zona do euro atingiu 52,7, mostrando aceleração ante os 51,6 em novembro e registrando a maior leitura em 31 meses. O indicador de atividade industrial foi positivo em diversos países, com destaque para a Grécia, ao atingir o maior patamar em 52 meses, e de 32 meses para a Itália e a Holanda. Já na Alemanha, a maior economia da zona do euro revelou o melhor desempenho em 30 meses, em contraste com a França, cujo PMI foi o pior em sete meses.