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SÃO PAULO – As bolsas norte-americanas fecharam em queda nesta terça-feira (10), apesar de diminuírem levemente as perdas após a decisão do Federal Reserve pela manutenção da taxa básica de juros nos Estados Unidos – esperada de forma unânime pelo mercado. Durante a maior parte da sessão, o mercado esteve à espera do anúncio, que trouxe poucas novidades.
A autoridade monetária afirmou que o cenário econômico está mais fraco, e anunciou que irá manter constante o atual patamar de alguns tipos de ativos securitizados sob sua posse. Para isso, irá reinvestir o pagamento do valor principal que receber dos títulos de dívida lastreados em financiamento hipotecário e também de títulos com lastro em Treasuries de longo prazo.
O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em desvalorização de 0,60% atingindo 1.121 pontos e subindo 0,53% no ano, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 0,51% chegando a 10.644 pontos e acumulando no ano alta de 2,07%. Já o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 1,24% a 2.277 pontos, acumulando no ano leve alta de 0,35%.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Dow Jones | -0,51 |
10.644 | +4,38 |
+2,07 |
| S&P 500 | -0,60 |
1.121 | +4,00 |
+0,53 |
| Nasdaq | -1,24 |
2.277 | +3,68 |
+0,35 |
Agenda
Mais cedo, a agenda do país mostrou indicadores negativos. A produtividade do trabalhador norte-americano registrou queda de 0,9% no segundo trimestre deste ano, número abaixo das estimativas de expansão de 0,1% dos analistas. Vale ressaltar que a última medição marcara avanço de 3,9%, conforme os dados revisados.
Já o nível dos estoques no atacado norte-americano surpreendeu o mercado ao avançar 0,1% em junho, menos do que as expectativas de elevação de 0,4% no período. O resultado ficou abaixo também do exibido em maio, quando o indicador apontou elevação de 0,5%.
No front internacional, o resultado da balança comercial da China em julho trouxe preocupação ao mercado. As importações no país cresceram apenas 22,7% na base anual, enquanto as expectativas eram de alta de 30%. O mercado interpretou os dados como sinais de uma desaceleração da demanda chinesa. Por sua vez, as exportações cresceram 38,1% na mesma base.
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Techs em foco
As empresas de tecnologia estiveram nas pontas positivas e negativas dos principais índices acionários, principalmente em função de mudanças nas recomendações. O Barclays reduziu a recomendação das ações da Intel e da Advanced Micro Devices para “equalweight”, ante “overweight”, citando tendências abaixo do esperado no mercado de computadores pessoais. Os ativos empresas mostraram quedas de 4,02% e 7,95% e ficaram nas piores posições dos índices Dow Jones e S&P 500, nesta ordem.
Na contramão, os papéis da Akamai avançaram 4,86% e lideraram o S&P 500, após o Goldman Sachs elevar a recomendação da empresa de “neutra” para “compra”. As ações registravam quedas desde 28 de julho, quando a companhia havia anunciado a redução em sua margem de lucro.
Outros destaques
Seguindo a possibilidade de uma falência, o grupo financeiro Ambac registrou queda de mais de 22% em suas ações. A companhia divulgou um prejuízo de US$ 57,6 milhões durante o segundo trimestre e trouxe preocupações em relação à sua exposição a derivativos.
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Já a BP voltou ao foco do noticiário ao prestar informações financeiras sobre o fundo de compensação para o derramamento de óleo no Golfo do México. Segundo a companhia, foram depositados US$ 3 bilhões na conta do fundo, que deve somar US$ 20 bilhões. Seus ADRs (American Depositary Receipts) perderam 1,84% neste pregão.