ALL apresenta elevação de rentabilidade e perspectivas animam analistas

Apesar de apresentar redução nos volumes transportados no trimestre, companhia aposta em forte desempenho anual

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SÃO PAULO – Apontando para um segundo semestre promissor, o resultado da ALL (ALLL11) foi recebido com otimismo pelos analistas, apesar da redução do crescimento dos volumes movimentados. 

Maria Tereza Azevedo, da Link Investimentos, lembra que a própria prévia do resultado da companhia já anunciava um baixo crescimento de volumes, de forma que este destaque negativo já se encontra incorporado no preço das ações.

O volume no Brasil cresceu 3,1% no segundo trimestre, para 10 bilhões de TKU (Toneladas Transportadas por Quilômetro Útil), com um aumento de 12,6% no segmento industrial e uma queda de 0,4% em commodities agrícolas. No consolidado, a variação positiva do volume foi de 4,1%.

Contudo, como destaca Artur Delorme, da Ativa, “apesar do top line abaixo do esperado pelo mercado, a melhora do desempenho operacional da companhia é positiva, com forte aumento da rentabilidade operacional”.

A recuperação dos yields, reflexo dos ganhos reais de preços nos contratos take or pay e preços mais elevados de frete no mercado spot e de um mix favorável de carga, permitiu à ALL atingir um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 432,9 milhões no período, um crescimento de 11,3% na base de comparação anual. 

Perspectivas
Porém, o maior motivo do otimismo dos analistas se encontra nas perspectivas para o segundo semestre. “Mantemos o otimismo para o segundo semestre em função dos bons indicadores de safra agrícola e perspectiva de exportação no Brasil e recuperação do mercado argentino”, explica a analista da Link. 

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Maria Tereza ressalta que parte do volume que deixou de ser transportado no segundo trimestre será adiado para a segunda metade do ano, “uma vez que a safra de milho e soja foi extremamente forte e a baixa comercialização no trimestre é apenas uma estratégia dos produtores para pressionar uma queda nos preços”, completa a analista. 

Ela também lembra que a base de comparação – o resultado do segundo semestre de 2009 ainda mostrava reflexos da crise – também deve ajudar a companhia a atingir seu guidance no ano. “A fraca base de comparação contribuirá para que a companhia possa atingir o guidance de alta de volume de 2 dígitos nos próximos anos”, escreve, por fim, Maria Tereza Azevedo. 

Já Delorme cita, além da fraca base de comparação, a expectativa bastante positiva da própria companhia, que espera um expressivo crescimento de volume. Essa projeção, aliada a elevação real no yield, reforça o view positivo da corretora para a companhia. “Cabe citar ainda que grande parte da safra de 2010 deve ser transportada no segundo semestre”, afirma o analista.