Após bater máxima histórica com possível venda, ações da TIM registram perdas

Telefónica e Telecom Italia negaram rumores de que haveria oferta conjunta para a venda da TIM

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SÃO PAULO – As ações da TIM Participações (TIMP3) registram baixa na sessão desta segunda-feira (6), com perdas de 3,20%, a R$ 12,99 às 11h00 (horário de Brasília), após bater novamente a sua máxima histórica na última sexta-feira (3) a R$ 13,42, em meio aos rumores de que a Portugal Telecom, a América Móvil e a Telefónica fariam uma oferta conjunta pela companhia.

A ação da companhia bateu a máxima histórica no dia 20 de dezembro de 2013, a R$ 12,29; até então, a máxima histórica era da sessão do dia 27 de dezembro de 2006, de R$ 11,93, valor ajustado de proventos.

Na última sexta-feira, os papéis TIMP3 dispararam após notícia do jornal italiano Il Sole 24 Ore de que a Telefónica, América Móvel, dona da Claro, e Oi (OIBR3, R$ 4,20, -5,83%OIBR4, R$ 3,99, -2,92%) estariam trabalhando em uma oferta conjunta para assumir a empresa. Vale ressaltar que as ações da Oi também registram perdas na sessão desta data, após registrarem fortes ganhos de 17,43% para os ativos OIBR4 e de 27,07% para os ativos OIBR3 na última sexta-feira. 

Segundo o jornal, a operadora de telefonia espanhola estaria buscando uma solução para sua participação no mercado de telefonia móvel brasileiro. A Telecom Italia, no entanto, disse desconhecer qualquer oferta pela sua unidade TIM Brasil. “A Telecom Italia… mais uma vez declara que a empresa brasileira é um ativo estratégico”, disse o comunicado. Nesta segunda-feira, a espanhola Telefónica também negou que esteja envolvida na preparação de uma oferta conjunta pela companhia brasileira. 

Em dezembro, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) determinou que a Telefónica vendesse sua participação indireta na TIM Brasil ou buscasse um novo parceiro para a Vivo (VIVT4). 

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.