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SÃO PAULO – As bolsas europeias e o mercado futuro dos Estados Unidos mostram toda a preocupação que a agenda econômica desta segunda-feira (16) merece. Operando em queda, os índices acionários refletem o crescimento aquém ao esperado na economia do Japão, interpretado como mais um sinal de enfraquecimento da recuperação global.
O PIB (Produto Interno Bruto) japonês registrou uma expansão anualizada de 0,4%, bem abaixo dos 2,3% esperados pelo mercado. Dessa forma, o Japão perde para a China o posto de segunda maior economia do mundo, ocupando agora o terceiro lugar.
Dentre os indicadores que o mercado acompanha, destaque também para a inflação da Zona do Euro, que foi de 1,7% na comparação entre julho de 2009 e 2010. Na base mensal, contudo, os preços recuaram 0,3%, conforme os dados da Eurostat.
Na agenda norte-americana, a principal referência será o NY Empire State Index, a ser divulgado às 9h30 (horário de Brasília). O estudo traz informações sobre a atividade manufatureira no estado de Nova York.
Câmbio e commodities
Apesar do cenário de aversão ao risco normalmente impulsionar a procura por dólar, a sessão desta segunda-feira é diferente: as notícias vindas da China pesam sobre a moeda norte-americana, que cai frente às principais divisas globais, como iene, libra esterlina e euro.
Um dos fatores que pesam sobre o câmbio norte-americano é a sinalização de diversificação das reservas internacionais da China, com o foco em títulos europeus e japoneses, em detrimento aos dos Estados Unidos. Nesta manhã, o ex-conselheiro do PBoC (People’s Bank of China) Yu Yongding, afirmou que a China tem comprador muitos títulos europeus. O comentário segue as declarações do Ministério de Finanças em 9 de agosto, afirmando que o país comprou títulos japoneses no ritmo mais rápido dos últimos cinco anos.
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Por outro lado, o ouro registra alta nesta segunda-feira, acompanhado pelo petróleo e pelos metais industriais.
Brasil se destaca
Acompanhando o cenário internacional, o mercado doméstico também deve colocar o noticiário local em foco, com os últimos dias da temporada de resultados corporativos e novas notícias de fusões e aquisições, com a integração das operações da Lan Chile e da TAM.
Dentre os resultados, destaque para o Banco do Brasil, que divulgou nesta manhã um lucro líquido de R$ 2,725 bilhões no segundo trimestre, 16,1% maior que o apurado no mesmo período do ano passado.
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Na agenda econômica, o relatório Focus mostrou manutenção das expectativas de inflação, depois de cinco semanas consecutivas de cortes. Em relação ao PIB, as projeções foram reduzidas para um aumento de 7,09% neste ano. Pela manhã também foi divulgado o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 15 de agosto, que marcou deflação de 0,19%, taxa 0,01 ponto percentual menor que a apurada anteriormente.