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SÃO PAULO – Ponderando os resultados do segundo trimestre da companhia e a compra da fabricante de produtos descartáveis Mabesa, o Deutsche Bank elevou o preço-alvo das ações da Hypermarcas (HYPE3), de R$ 27,50 para R$ 29 – upside de 23,3% em relação à cotação de fechamento vista nesta segunda-feira (16). A recomendação de compra foi mantida pelo banco.
“Continuamos enxergando uma relação de risco e retorno atraente nos papéis da empresa”, afirmam Jose Yordan e Rebeca Sarmiento, analistas que assinam o relatório do banco alemão. Para eles, embora os números trimestrais da Hypermarcas tenham se mostrado decepcionantes, a aquisição da Mabesa, realizada na semana anterior, deixou a dupla com um viés um pouco mais otimista em relação ao horizonte da companhia.
A revisão do guidance das margens e mudanças na estrutura de endividamento também ajudaram a sustentar a visão mais otimista.
Dessa forma, Yordan e Sarmiento elevaram suas projeções para o Ebitda (geração operacional de caixa) da empresa para o biênio 2011-2012, o que proporcionou o leve ajuste no preço-alvo esperado para as ações HYPE3. Além disso, a dupla espera ver até a metade de 2011 mais quatro ou cinco aquisições por parte da varejista, baseando-se no recente aumento de capital e nos comentários de seus diretores perante a mídia.
PIS/Confins: impactos limitados
Por fim, os dois especialistas do Deutsche não incorporaram em suas estimativas os possíveis impactos negativos provocados pelas mudanças na cobrança do PIS/Cofins. Para eles, mesmo que a medida provisória passe pelo Congresso, o aumento provocado nas tarifas cobradas deverá ser repassado aos consumidores, tendo impacto em apenas uma pequena parcela de seu volume de vendas.