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Entre indicador decepcionante do Japão, dados divergentes nos EUA e aceleração da inflação na Europa, as bolsas tiveram um dia instável em Wall Street na última segunda-feira (16). Por aqui, entre mais resultados corporativos de peso e volume intenso na sessão, com impacto do exercício de opções sobre ações, o Ibovespa subiu 0,66%, a 66.701 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 8,83 bilhões
O exercício de opções sobre ações de agosto movimentou R$ 3,69 bilhões na BM&F Bovespa. Desse valor, R$ 2,74 bilhões foram referentes às opções de compra. Chama atenção o grande volume com as opções de venda das ações da Net.
A BM&F Bovespa divulgou a segunda preliminar da carteira teórica do Ibovespa que vigorará entre os dias 1 de setembro e 31 de dezembro de 2010. Assim como na prévia anterior, a nova composição mostra a entrada das units do Banco Santander Brasil. Mas a novidade fica mesmo com a entrada dos ativos da Brookfield.
Bolsa
Na última sexta-feira após o pregão, a Petrobras informou que fechou o segundo trimestre de 2010 com um lucro líquido de R$ 8,295 bilhões, 7% acima do visto no trimestre passado. As ações da estatal terminaram o dia com leve queda.
Na ponta negativa, destaque para os ativos da GOL, que lideraram as perdas do índices. Os papéis haviam fechado em alta de 10,63% na última sessão, repercutindo o anúncio da fusão entre TAM e Lan.
As ações da TAM, que tiveram a maior negociação em termos de volume na sessão, também fecharam em queda, após expressiva alta de 27,64% na sexta-feira e depois de operar em alta durante grande parte desta sessão. A presidente da CVM declarou pela tarde que a disparada das ações na sexta-feira deve ser investigada.
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Agenda
O PIB do Japão cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2010 em termos anualizados, bem abaixo da expansão de mais de 2% esperada pelos analistas. Assim, a China toma o segundo lugar na lista das maiores economias do mundo.
Nos EUA, o indicador da atividade industrial na região de Nova York avançou em agosto ao registrar 7,1 pontos positivos, inferior às expectativas de mercado. A confiança das construtoras registrou no mesmo mês seu menor patamar em 17 meses, de acordo com dados da NAHB.
Por aqui, a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 427 milhões na segunda semana de agosto, resultado abaixo do visto na primeira semana deste mês. O relatório Focus mostrou manutenção das expectativas de inflação, depois de cinco semanas consecutivas de cortes. Em relação ao PIB, as projeções foram reduzidas para um crescimento de 7,09% neste ano. Por fim, o IPC-S de 15 de agosto marcou deflação de 0,19%.
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Destaques desta terça-feira
À espera de indicadores econômicos norte-americanos, as bolsas sobem na manhã desta terça-feira (17), impulsionadas por bons balanços corporativos trimestrais reportados tanto nos EUA quanto na Europa.
A Home Depot e o Wal-Mart registraram no segundo trimestre deste ano lucros líquidos acima do esperado pelo mercado, de US$ 1,19 bilhão e de US$ 3,75 bilhões, respectivamente. Na Europa, a Wienerberger também revelou ganhos acima das projeções e vê seus papéis subirem quase 8%.
Petrobras
Por aqui, um dos destaques do noticiário do dia fica com a Petrobras (PETR4, PETR3). O presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, admitiu que algumas plataformas na Bacia de Campos, “realmente estavam com problemas de conservação”, sem, no entanto, oferecer riscos aos trabalhadores.
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O assunto veio à tona depois da interdição da plataforma P-33 pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) na semana passada.
Balanços trimestrais
O maior fluxo de notícias, no entanto, vem da temporada de anúncio de balanços trimestrais, que na última segunda-feira chegou ao fim. Entre as últimas empresas a apresentarem seus números, está a PDG Realty (PDGR3), que entre abril e junho deste ano alcançou um lucro líquido ajustado de R$ 221 milhões.
No mesmo período, a Brasil Brokers (BBRK3) contabilizou ganhos líquidos ajustados de R$ 23,9 milhões, uma alta de 75% em relação ao mesmo período de 2009. Já o lucro líquido ajustado da SEB (SEBB11) caiu 91,6% na passagem anual ao somar a tímida quantia de R$ 1,1 milhão.
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Frigoríficos
Um setor em destaque nesta terça-feira é o de frigoríficos. A Minerva (BEEF3) encerrou o segundo trimestre deste ano com um prejuízo de R$ 17,5 milhões, a despeito da receita líquida recorde de R$ 888,3 milhões. Segundo a companhia, esse número é reflexo do resultado negativo da variação cambial sobre a dívida denominada em dólares.
Já a Marfrig (MRFG3) somou no segundo trimestre do ano lucro líquido de R$ 127,4 milhões. O resultado é melhor que o postado pela Minerva, mas ainda assim, representa uma queda de 68,5% frente aos ganhos contabilizados no mesmo período do ano passado.
Por sua vez, a JBS (JBSS3) estuda postergar a realização do IPO (Oferta Pública Inicial) de sua unidade norte-americana para o próximo ano, mesmo em vista da multa de US$ 300 milhões que poderá ter de pagar para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). “Quanto mais passar o tempo, eu acho que a empresa vai se valorizar mais do que os US$ 300 milhões”, disse Joesley Batista, presidente da companhia.
São Martinho
Por fim, a São Martinho (SMTO3) também lançou mão de seus resultados, tendo registrado entre abril e junho deste ano, período que, em seu calendário, corresponde ao primeiro trimestre de 2011 da safra 2010/11, um lucro líquido de R$ 22,9 milhões. Um ano antes, os ganhos somaram R$ 28,9 milhões.
A empresa também é notícia por seu conselho de administração ter aprovado a primeira fase do projeto de Cogeração na Usina São Martinho. “O investimento total desta primeira fase será de R$ 173 milhões, que corresponderá na geração de um excedente de energia para comercialização de 244.000 MWh a partir da safra 2013/14”, explicou a empresa.