Gerdau e CSN caem 2% e Cyrela lidera altas do Ibovespa; veja 12 destaques

Ações da Oi perdem força, mas fecham com alta de 2,8% após CADE aprovar a fusão entre a operadora e a Portugal Telecom sem restrições

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SÃO PAULO – Após oscilar durante a manhã, o Ibovespa se firmou no campo positivo durante a tarde e encerrou esta terça-feira (14) com alta de 0,56%, aos 49.703 pontos. Do lado positivo, foram 5 ações das 72 do índice avançando mais de 3%, enquanto na ponta negativa apenas 3 papéis caíram mais de 2%, mas nenhum atingiu queda de 3%. A liderança do índice ficou com as ações preferenciais da Oi (OIBR4), que subiram 2,80%, a R$ 4,40. Na máxima, os papéis chegaram a atingir valorização de 7,94% (R$ 4,62).

A companhia reflete a notícia de que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, sem restrições, a fusão entre a operadora Oi e a Portugal Telecom, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira. A decisão do Cade vai de encontro com a justificativa das duas empresas de que a operação não gera concentração horizontal ou integração vertical significativa dado que a Portugal Telecom somente atua no mercado brasileiro de telecomunicações por meio de sua participação acionária na própria Oi.

Em relatório, a Concórdia Investimentos avaliou a decisão do Cade como positiva para a Oi, sendo mais um passo na possível integração entre as duas companhias, que dependia, dentro outros fatores, da aprovação do órgão antitruste. Entretanto, a equipe de análise da consultoria lembrou que o maior desafio para a conclusão estará na aprovação e sucesso do aumento de capital da Oi, fator colocado como ponto determinante para esta associação. “Resta agora aguardar as próximas etapas, lembrando que temos um viés positivo para suas ações, caso a operação com a Portugal Telecom seja concluída”, comentou.

Slim busca TIM
Outra companhia do setor que também fechou em alta foi a TIM (TIMP3, R$ 13,39, +0,68%), apoiada na notícia da agência italiana Ansa apontando que o mexicano Carlos Slim – controlador da América Móvil, que é controladora da Claro – pode fazer uma oferta pela operadora de telefonia móvel brasileira. A Oi também é beneficiada pelo rumor, uma vez que a especula-se que Slim teria interesse em fatiar a TIM depois que comprar e a Oi poderia entrar nesse pacote. Na semana passada, o mercado falava sobre uma oferta conjunta para adquisição da TIM, envolvendo a Telefónica, América Móvil e Oi. 

Estácio ganha com “punição” para concorrentes
Entre as maiores altas do Ibovespa também ficaram as ações da Estácio (ESTC3), que subiram 3,13%, a R$ 19,80. O movimento ocorre após o MEC (Ministério de Educação) ter descredenciado a Gama Filho e a UniverCidade, ambas com sede no Rio de Janeiro. Juntas, elas contam com cerca de 35 mil alunos. Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, a decisão é “muito benéfica” para a Estácio, empresa de capital aberto com maior presença no Rio de Janeiro, que conta com mais de 300 mil alunos, sendo cerca de 50% da sua base no estado. Com isso, os analistas reiteraram visão positiva para as ações da empresa na bolsa.

Cyrela: mais uma imobiliária beneficiada
A temporada de prévias operacionais do setor imobiliário continua positiva. Após a Even (EVEN3) e Direcional (DIRR3) apresentarem bons números do quarto trimestre na última segunda-feira, desta vez a Cyrela (CYRE3) foi quem surpreendeu positivamente ao mostrar um crescimento no número de lançamentos em 39,8%, somando R$ 1,922 bilhão. 
As ações da construtora responderam com valorização na Bovespa: os papéis CYRE3 mostraram alta de 3,80%, a R$ 15,02, em seu 3º pregão de alta, acumulando ganhos de aproximadamente 5,00% neste período. Contudo, vale lembrar que estas ações encontram-se em níveis historicamente baixos na Bovespa, sendo que no dia 9 de janeiro elas chegaram a valer R$ 13,91 no decorrer do dia, seu menor patamar desde julho de 2012.

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Siderúrgicas caem mais de 2%
Por outro lado, as ações das siderúrgicas caíram forte nesta sessão, liderando as perdas do benchmark. Os papéis da Gerdau (GGBR4) tiveram desvalorização de 2,32%, a R$ 17,24, seguidos pelos da Metalúrgica Gerdau (GOAU4), que recuaram 1,58%, cotados a R$ 21,78. Enquanto isso, os papéis da CSN (CSNA3, -2,01%, R$ 13,63) e os preferenciais da Usiminas (USIM5, -0,29%, R$ 13,62) também fecharam no negativo.

Segundo o assessor de investimentos da Monte Bravo Investimentos, Bruno Madruga, a Gerdau tem sido bastante prejudicada não só pela queda do dólar na última semana, mas também pelos dados de exportação da indústria nos EUA, que vieram abaixo do esperado. No setor, a Gerdau é mais prejudicada nesse sentido por ser a mais exposta ao mercado norte-americano. Enquanto isso, a queda dos preços do minério de ferro acaba prejudicando a CSN, que divide seus negócios entre siderurgia e mineração.

Arteris
Já fora do Ibovespa, as ações da Arteris (ARTR3) caíram 0,91%, cotadas a R$ 18,42. A empresa 
suspendeu a cobrança de pedágios em duas praças da concessionária Autopista Fluminense a partir desta terça-feira, atendendo a determinação de uma liminar da justiça, segundo comunicado da empresa. A empresa se disse surpreendida com a liminar concedida pelo Juízo de Direito da 1ª Vara Cível de Campos dos Goytacazes (RJ), que, “sem dar o direito à Concessionária de qualquer manifestação ou defesa, determinou a suspensão da cobrança do pedágio nas praças 1 e 2”. A Arteris afirmou que irá recorrer da decisão, e que espera revertê-la o mais rápido possível.

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ALL e Cosan
Entre ontem e hoje, a ALL (ALLL3) e Cosan (CSAN3) se manifestaram sobre os comentários da imprensa acerca de uma possível associação entre suas atividades. Em nota, ambas informaram que, em conversas preliminares, um dos fatores alvitrados seria uma possível combinação de atividades entre a ALL e a Rumo – controlada da Cosan. Contudo, segundo as empresas, nenhuma proposta foi formalizada até o momento e esta seria apenas uma das potenciais alternativas em discussão. Nesta sessão, as ações da ALL registraram queda de 2,71%, a R$ 6,81, enquanto os papéis da Cosan subiram 3,22%, a R$ 38,74. 

OGX
As ações da OGX Petróleo (OGXP3), agora Óleo e Gás Participações, fecharam estáveis a R$ 0,26, depois de terem atingido valorização de 7,69%, para R$ 0,28. Na véspera, a empresa informou que produziu, em dezembro, uma média de 12.811 barris de petróleo por dia no campo de Tubarão Martelo. No total, foram produzidos 333.105 barris de petróleo. A companhia tem dois poços conectados: TBMT 8HP e OGX 44 HP. O primeiro produziu por 26 dias e o segundo por 23, sendo que o segundo foi mais produtivo que o primeiro: chegou a produzir 10.243 barris no dia 16, quando a produção total foi de 17.522 barris. Terminou o mês tendo produzido 195.436 barris. 

Raia Drogasil reage com recomendação
As ações da Raia Drogasil (RADL3) não enfrentam um bom momento na BM&FBovespa, ao registrarem perdas de 37% no acumulado dos últimos 365 dias. Contudo, a sessão desta terça-feira é de alívio para a ação RADL3, com os papéis registrando ganhos de 3,15%, a R$ 14,75. A 
alta ocorre em meio à elevação de recomendação do Bank of America Merrill Lynch para os ativos RADL3 de neutro para compra, tendo em vista principalmente a forte desvalorização do papel, que caiu bem acima do Ibovespa no período – quando o índice teve baixa de 19%. Por outro lado, a instituição financeira reduziu o preço-alvo dos papéis de R$ 20,00 para R$ 19,00.

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Souza Cruz
As ações da Souza Cruz (CRUZ3) fecharam esta sessão com alta de 1,49%, a R$ 23,22, após acumular que da de mais de 5% desde 30 de dezembro de 2013. Nem o corte de preço-alvo das ações da empresa pela Bradesco Corretora, de R$ 32,00 para R$ 29,00, conseguiram derrubar a cotação. Um dos motivos alegados é o avanço médio de 13% do comércio ilícito de cigarros. Ainda assim, a instituição mantém a ação da fabricante brasileira como sua top pick para 2014. Além disso, a Philip Morris anunciou um reajuste médio de 12% nos preços dos cigarros fabricados pela empresa, a partir de hoje. O aumento segue as altas de 14% promovidas pela concorrente Souza Cruz em duas etapas – novembro e fim de dezembro, de acordo com a região do País.

Gol
As ações da Gol (GOLL4, R$ 10,58, -0,75%) encerraram esta terça-feira em queda após um relatório da consultoria alemã Jacdec (Jet Airliner Crash Data Evaluation Center), divulgado pela Deutsche Welle, apontar que ela e a TAM continuam entre as últimas na lista das companhias aéreas mais seguras do mundo. De acordo com a publicação, a Gol e a TAM subiram três posições cada, em relação ao ano anterior, passando agora a ocuparem as 54ª e 56ª posições, respectivamente, entre 60 companhias áreas pesquisadas.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.