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SÃO PAULO – Figurando entre as maiores quedas do Ibovespa ao longo desta terça-feira (21), as ações das siderúrgicas CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM3, USIM5) acentuaram suas perdas a partir das 13h (horário de Brasília) e, com isso, fizeram o índice brasileiro de ações firmar queda, após operar instável durante boa parte do dia. Às 15h41 (horário de Brasília), o benckmark acumulava perdas de 0,53%, a 48.452 pontos.
No mesmo horário, os papéis da CSN recuavam 7,16%, liderando com folga as perdas do Ibovespa, cotados a R$ 12,70. Logo a frente, aparecem os ativos preferenciais da Usiminas, com queda de 6,90%, valendo a R$ 12,69. Até pouco antes das 13h, essas duas ações marcavam desvalorização abaixo de 3,0%.
O InfoMoney conversou com três operadores de mercado, que até o momento não sabiam explicar um motivo concreto para a forte queda. Um dos operadores, que pediu para não ser identificado, apenas ressaltou que a corretora do UBS Brasil aparece como a maior vendedora de ações das duas empresas neste pregão, o que sinaliza uma possível saída de investidores estrangeiros – já que as corretoras de bancos internacionais geralmente têm entre seus clientes investidores de fora do País ou fundos de investimentos. Até o momento, o UBS respondia por pouco mais de 15% das ações CSNA3 e USIM5 vendidas na Bovespa nesta sessão.
“Pesos pesado” são destaque entre as quedas….
Dessa forma, o Ibovespa volta a operar próximo da estabilidade pela segunda vez neste pregão. Além da Usiminas e CSN – que juntas respondem por cerca de 3% da composição do índice -, as ações da Vale (VALE3, R$ 31,09, -2,20%; VALE5, R$ 28,48, -2,37%) e da Bradespar (BRAP4, R$ 21,13, -3,07%) seguem com quedas superiores a 1%, pressionando o benchmark da bolsa brasileira, já que a mineradora e a holding de investimentos com forte participação na Vale respondem por mais de 12,0% da carteira teórica do Ibovespa.
A Vale segue amargando dias difíceis na bolsa. Após registrar uma baixa de mais de 2% na véspera, refletindo também os dados do PIB (Produto Interno Bruto) da China reforçando a percepção de desaceleração da economia, a Vale tentou engatar ganhos no início da sessão desta terça-feira, mas logo foi para queda. Conforme ressalta o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, este movimento ocorreu muito mais em meio a uma correção do que frente a uma mudança de percepção dos investidores.
Ainda nos setores de siderurgia e mineração, vale destacar o relatório do Inda (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço), que apontou para uma alta de 4,3% nas vendas de aço plano por distribuidores do Brasil em 2013, para 4,54 milhões de toneladas. Na comparação dezembro 2012-2013, as vendas do setor cresceram 11%, para 346,9 mil toneladas, mas recuaram 11,4% sobre novembro. O setor terminou 2013 com estoques de 1,05 milhão de toneladas, num crescimento de 11,3% sobre o volume do final de 2012.
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… E as altas do Ibovespa
Na outra ponta do Ibovespa, aparecem as ações dos bancos Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 30,30, +1,71%) Bradesco (BBDC3, R$ 29,43, +1,73%; BBDC4, R$ 27,41, +1,52%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,474, +0,76%) bem como a holding Itaúsa (ITSA4, R$ 8,48, +0,59%), favorecidas pelo comentário otimista dos analistas do Bank of America Merrill Lynch. Em relatório divulgado hoje, o banco afirmou sua preferência por bancos privados devido à expectativa de balanços mais fortes e melhores tendências operacionais e reiterou Itaú Unibanco como sua top pick, com elevação de preço-alvo de R$ 36 para R$ 39. Na mesma linha da matéria divulgada hoje no InfoMoney, de que Itaú Unibanco tem sido unanimidade entre os gestores para as apostas na Bovespa em 2014.
Já a Petrobras (PETR3; R$ 14,27, -0,21%; PETR4, R$ 15,24, +0,40%), viu suas ações amenizarem ganhos juntamente com o movimento de acentuada nas perdas do setor siderúrgico.
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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FMI eleva o mundo, mas “corta” Brasil
Em destaque, está o relatório de perspectivas econômicas do FMI (Fundo Monetário Internacional), que elevou a projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) de 3,6% para 3,7% para a economia global, enquanto reduziu para o Brasil – único país de grande porte, junto com a Rússia, que teve piora nos números – de 2,5% para 2,3% em 2014 e de 3,2% para 2,8% em 2015.
A instituição elevou perspectivas para China e Estados Unidos, as duas grandes locomotivas da economia mundial, mesmo alertando que as nações mais desenvolvidas ainda estão crescendo abaixo da capacidade total. A expectativa é que os EUA tenham uma alta de 2,8% no PIB este ano, contra 2,6% anteriormente estimados, em meio ao acordo orçamentário no Congresso que reduzirá parte dos cortes de gastos públicos que pressionavam a demanda doméstica. Já na segunda maior economia do mundo, as reformas de Xi Jinping também são bem avaliadas pelo FMI: a expectativa de crescimento chinês cresceram de 7,3% para 7,7% em 2014, o que em tese ajudaria o Brasil.
No entanto, as políticas econômicas do Brasil não têm funcionado nos últimos anos – o País embarca em seu quarto ano de crescimento baixo, sem perspectiva de melhoria. Assim sendo, o FMI não acredita que o País venha a se beneficiar do crescimento mundial, ao passo que seus pares em desenvolvimento mantiveram perspectivas de avanços, com as exportações maiores devem compensar a tendência de redução na demanda doméstica.
China tem alívio com setor bancário
Na Ásia, A China volta a dar as caras. Após os dados do PIB divulgados na véspera, trazendo ritmo de crescimento mais fraco dos últimos 14 anos, o país animou os investidores ao anunciar que as taxas do mercado monetário caíram com força nesta terça-feira depois que o banco central do país injetou mais de 255 bilhões de iuanes (42 bilhões de dólares) no sistema financeiro, aliviando as preocupações em relação a outro aperto de crédito.
O banco central chinês, diante de sinais de que as taxas referenciais poderiam saltar, anunciou na segunda-feira que forneceu dinheiro diretamente a alguns bancos através de um mecanismo de empréstimo de curto prazo e que injetaria mais fundos nesta terça-feira. Analistas do mercado disseram que é virtualmente sem precedentes que o banco central declare abertamente suas intenções de injetar ou retirar fundos em operações abertas do mercado regularmente.
Europa: resultados e Alemanha no radar
Na Europa, repercutem os resultados corporativos referentes ao 4º trimestre de 2013. Unilever e Alstom divulgaram resultados de 2013 e suas ações tiveram caminhos diferentes. A fabricante de bens Unilever mostrou dados melhores que o esperado e viu suas ações subirem mais de 5%. Enquanto a companhia de energia e transporte francesa reduziu suas metas anuais de lucro e fluxo de caixa e viu suas ações despencarem mais de 12%.
Ainda nesta terça, o índice de expectativa na economia da Alemanha diminui em 0,3%. Outro dado que esta no radar dos investidores nesse ínicio de pregão na Europa foi a possibilidade do FMI atualizar a previsão de crescimento da Grã-Bretanha, pela segunda vez em apenas três meses, mostrando um crescimento mais rápido entre as principais economias do continente.