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SÃO PAULO – O cenário da sessão da véspera foi dominado, no exterior, por notícias envolvendo fusões e aquisições. O movimento respingou por aqui, com rumores indicando que a Vale (VALE3, VALE5) teria entrado em contato com a Potash, enquanto a companhia de fertilizantes tenta resistir à oferta hostil realizada pela BHP Billiton. No final da tarde, a empresa enviou um comunicado dizendo que os rumores são “totalmente infundados”, mas as ações da companhia contribuíram para pressionar o Ibovespa, que encerrou a segunda-feira (23) com queda de 1,04%, aos 65.981 pontos.
De uma lado pessimismo…
Mas não é só a Vale que está no radar dos investidores. Luciano Rostagno, estrategista-chefe da CM Capital Markets, acredita que a agenda desta terça-feira (24) pode já ter sido fonte de algum mau humor entre os investidores, com o mercado antecipando um possível número ruim do mercado imobiliário norte-americano.
A projeção para as vendas de casas existentes nos EUA é ruim, de queda de 13,4 % na margem, segundo Rostagno. “Não diria nem que precise vir um número pior que esse. Se confirmado, já seria motivo bastante forte para trazer perdas para as bolsas tanto lá fora quanto aqui”, comentou o estrategista.
Ainda nos EUA, a medida regional de atividade manufatureira do Fed de Richmond ganha relevância, podendo pressionar os mercados caso o número mostre a mesma tendência que os dados da Filadélfia, que ficaram bem aquém da estimativa.
…do outro, bons números
Por outro lado, Rostagno destaca os dados europeus, que têm mostrado números melhores do que o esperado e, na opinião do estrategista, têm segurado o Ibovespa de uma realização mais forte. Por lá, o foco fica com os novos pedidos à indústria na Zona do Euro, o que pode trazer algum otimismo na abertura.