China derruba Vale e siderúrgicas na Bolsa; ALL e Cosan voltam a cair com impasse

Siderúrgicas seguem queda da Vale com decepção na China; Brookfield dispara em meio a rumores sobre fechamento de capital

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SÃO PAULO – O Ibovespa recua após decepção com os dados chineses, pressionado pela queda da Vale (VALE3, -1,51%, R$ 31,33; VALE5, -1,76%, R$ 28,40) e siderúrgicas – Usiminas (USIM3, -1,51%, R$ 11,72; USIM5, -1,64%, R$ 12,62) e CSN (CSNA3, -2,41%, R$ 12,15) -, segundo cotação das 14h54 (horário de Brasília).

O índice PMI do setor industrial chinês caiu para 49,6 em janeiro, de 50,5 em dezembro, informou o HSBC. Foi a primeira vez desde julho que o indicador ficou abaixo da linha divisória de 50, indicando contração da atividade. Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, as ações das empresas de commodities repercutem negativamente neste pregão, dado a relevância da China como cliente e que tal dado pode seguir pressionando a cotação do minério de ferro, que acumula queda de 11,5% desde a máxima do início de dezembro. 

Por outro lado, ganha destaque as ações da Brookfield (BISA3), que se destoam na ponta positiva do índice com valorização de 13,51%, a R$ 1,26. Segundo operador que pediu para não ser identificado, há rumores sobre fechamento de capital da incorporadora. A empresa não vive uma boa fase e é uma das mais endividadas do setor na bolsa. “Não teria sentido mantê-la com capital aberto nessa situação, a menos que a gestão conseguisse fazer uma limpeza na casa e reduzir sua alavancagem”, comentou. 

Outros destaques:

Gol
As ações da Gol (GOLL4) caem 4,01%, a R$ 11,01, depois de terem disparado 8,4% na véspera com os dados operacionais. Hoje, a empresa informou que manterá política de liberdade tarifária na Copa do Mundo. A decisão ocorre após as concorrentes Azul e Avianca terem anunciado tarifas-teto de R$ 999 para o evento. Segundo o presidente da aérea, Paulo Kakinoff, a única discussão válida para a Copa é o do número de assentos disponíveis. A Gol solicitou à Anac 378 voos extras durante o evento esportivo. 

Marfrig
As ações da Marfrig (MRFG3) caminham para sua décima alta consecutiva, acumulando no período ganhos de 22%, embora tenha minimizado os ganhos nesta sessão. Os papéis registram hoje valorização de 0,43%, sendo cotadas a R$ 4,95. Na véspera, os acionistas da empresa aprovaram a emissão de  R$ 2,15 bilhões em debêntures conversíveis em ações. Essa é a 5ª emissão de debêntures da companhia, que, com a verba adquirida, pretende resgatar as da 2ª emissão – na prática, a nova emissão funcionará como “rolagem” da dívida. 

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Pão de Açúcar
Também na ponta positiva, as ações do Pão de Açúcar (PCAR4) sobem forte pelo segundo pregão e registram nesta tarde valorização de 2,52%, a R$ 99,65. Na última segunda-feira, a empresa anunciou a renuncia do seu então presidente Enéas Pestana, que assumiu o cargo em março de 2010 enquanto o empresário Abilio Diniz ainda dava as ordens por lá. Com sua saída, o novo presidente passa a ser Ronaldo Iabrudi, conselheiro do Pão de Açúcar e representante do Casino no Brasil. 

ALL e Cosan
Por sua vez, as ações da ALL (ALLL3) caem 2,35%, a R$ 6,64. Segundo fontes próximas a disputa judicial travada entre Rumo e ALL, a concessionária entrou com uma medida cautelar no Tribunal de Justiça de São Paulo com a alegação de que a Rumo, subsidiária da Cosan (CSAN3, -1,31%, R$ 37,04), parou de pagar o frete no segundo semestre e cessou os investimentos em material rodante e na estrutura ferroviária, como previsto em contrato assinado pelas duas companhias. No recurso, a ALL vai alegar que não pode prestar um serviço sem que seja remunerada por isso. Em relatório, a XP Investimentos comentou que é do interesse de ambas as companhias a cooperação e a atitude inversa acaba sendo sem dúvida negativa. “Para a Cosan, destacamos o aumento de custos com o transporte rodoviário e falta de segurança no escoamento da produção como os principais pontos negativos”, explicam os analistas.

Positivo
As ações da Positivo Informática (POSI3) sobem 0,97%, a R$ 3,11, nesta sessão, após ganhos de 3,57%, a R$ 3,19, na máxima do dia. A fabricante brasileira de computadores registrou um aumento de 17,9% na receita líquida do quarto trimestre de 2013, sobre um ano antes, influenciada pelo aumento no volume de vendas, principalmente de equipamentos ao governo e tablets.