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SÃO PAULO – A ação é de uma boa empresa, mas já está precificada. Além disso, o cenário é desafiador. Com base nesses parâmetros, o Credit Suisse iniciou a cobertura para as ações da Embraer (EMBR3, R$ 18,81, +2,34%) com recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado), vendo um potencial de desvalorização de 13% para os ADRs (American Depositary Receipts) da companhia, com preço-alvo de US$ 28. Com isso, as ações da empresa registram a maior perda do Ibovespa, com baixa de 2,44%, a R$ 18,79, às 10h34 (horário de Brasília) em um dia em que o benchmark da bolsa registra ganhos.
A cautela da equipe de análise vem em decorrência das margens comprimidas em meio a um pior portfólio no segmento comercial, além de um cenário desafiador de entregas de E-jets, com a segunda geração que começa apenas em 2018, com o backlog dificilmente expandindo. Além disso, o valuation caro, no nível de uns 30% de premio pro valuation histórico observado em períodos de compressão de backlog.
Em seguida, os analistas observam que, para quem olha o consenso, os números estão bem acima do razoável. “Acreditamos que compressão de múltiplos será muito pequena nos próximos anos, o que deixa o case menos interessante”, destacam os analistas.
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Contudo, os analistas avaliam que os que veem boas perspectivas para a companhia têm alguns argumentos a favor, como a desvalorização cambial. Porém, aponta o Credit Suisse, com as perspectivas de câmbio para R$ 2,60 no final do ano, ainda assim o papel não é atrativo.