Resumo Diferencial

Resumo Diferencial

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O clima voltou a ficar negativo nas principais bolsas globais nesta quinta-feira, levando o Ibovespa a sua sexta queda consecutiva na última quinta-feira (26). Pressionado pela queda das imobiliárias e siderúrgicas, o principal índice da bolsa paulista recuou 1,44%, para 63.867 pontos – seu mais baixo patamar desde 19 de julho. O volume financeiro foi de R$ 5,47 bilhões.

Os dados de emprego divulgados nessa sessão pelo IBGE impulsionaram especulações de que o Copom pode voltar a elevar a taxa básica de juro em sua próxima reunião, que acontece nos dias 31 de agosto e 1º de setembro. O mercado tende a penalizar as ações de imobiliárias quando há perspectiva de maiores taxas de juros, e com isso MRV, Cyrela e Rossi se destacaram entre as principais quedas do índice.

Outro setor que ocupou a ponta negativa do Ibovespa foi o siderúrgico. Analistas do Barclays e da Link afirmaram em recentes relatórios que o mercado brasileiro de aço não vive um bom momento, e os papéis de suas principais companhias devem refletir tal cenário. As ações da Usiminas e da Gerdau Metalúrgica estão entre as maiores baixas do Índice Bovespa.

Além disso, a Petrobras também registrou forte queda na sessão. Rumores apontam que o valor do barril de petróleo da cessão onerosa só dependeria da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com notícia da Agência Estado veiculada na véspera, o valor final do preço do barril que será utilizado ficou em torno de US$ 8.

Na ponta positiva, as ações da MMX e Braskem novamente despontaram entre os maiores ganhos – a última dando continuidade a seu momentum positivo. Somente nove ações da carteira teórica do Ibovespa escaparam da tendência predominante de desvalorizações. 

Agenda
Nos EUA, depois de uma rodada de indicadores negativos, o número de novos pedidos de auxílio-desemprego na última semana ficou em 473 mil, melhor do que esperavam os analistas (485 mil pedidos), o que animou os mercados no começo do dia. Contudo, a apreensão em torno das novas estimativas para o PIB do país e do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ambos esperados para a próxima sexta-feira, tem minimizado o impacto positivo trazido pelo indicador.

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O setor público brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 2,454 bilhões durante o mês de julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central, em sua Nota de Política Fiscal. O número vem acima do resultado de junho, quando houve um superávit de R$ 2,059 bilhões. Em julho de 2009, o resultado fora superavitário em R$ 3,180 bilhões. Com isso, o superávit primário acumulado em 2010 atingiu R$ 42,559 bilhões, representando 2,14% do PIB brasileiro.

Ainda no País, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas foi a menor para este mês desde o ano de 2002. O nível de desocupação recuou 0,1 ponto percentual frente a junho, para 6,9%, segundo revelam dados do IBGE, que divulgou a Pesquisa Mensal de Emprego.

Dólar e Renda Fixa
Mantendo-se no campo negativo durante toda a sessão, o dólar comercial ignorou a gradual piora no humor dos mercados e fechou com queda de 0,23%, sendo cotado na venda a R$ 1,762.

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O mercado de juros futuros encerrou em alta. Os contratos de prazo mais alongado mostraram oscilações mais fortes. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, registrou taxa de 11,36%, alta de 0,05 ponto percentual frente ao fechamento anterior.

O mercado de títulos da dívida externa fechou em queda. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com desvalorização de 0,07%, cotado a 137,85% do valor de face.

O Risco-País registrou alta de 5 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 220 pontos-base.

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Bolsas sem tendência nesta sexta-feira
Revisão do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, e novos números sobre a confiança do consumidor norte-americano: não há dúvidas de que o cenário para esta sexta-feira (27) é pesado na América do Norte. Contudo, dados melhores do que o esperado no Reino Unido trazem boas referências nesta manhã.

Repercutindo a revisão para cima do PIB britânico – que cresceu 1,2% na passagem do primeiro para o segundo trimestres deste ano, ante a primeira prévia de 1,1% – a bolsa londrina tem leve alta nesta manhã, com o benchmark FTSE 100 subindo 0,09%. Já os índices CAC 40 (França) e DAX 30 (Alemanha) caem 0,01% e 0,03%, respectivamente.

Por outro lado, o mercado futuro de Wall Street indica uma abertura em leve alta, com os índices futuros do S&P 500, Nasdaq e Dow Jones negociados na CME (Chicago Mercantile Exchange) avançando 0,48%, 0,31% e 0,17%, nesta ordem.

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Agenda dos EUA
Porém, os movimentos deste início de sessão ficam à mercê de novos dados sobre a economia norte-americana. Com divulgação marcada para 9h30 (horário de Brasília), a revisão do PIB do segundo trimestre deve trazer referências negativas, com expectativas de uma baixa significativa frente à primeira prévia.

“Nós vemos uma alta de 1,3%, após a estimativa inicial de 2,4%”, prevê Paul Donovan, do UBS. “Vale ter em mente que estas são projeções anualizadas (que exageram as mudanças). A escala do movimento possivelmente reflete alterações estruturais na economia norte-americana, o que levou a erros na primeira estimativa”, explica.

Mais tarde, às 10h55, será divulgado o Michigan Sentiment de agosto, com a confiança do consumidor do país. A expectativa é de que o indicador registre alta frente aos números preliminares, alcançando 70 pontos.

Mas no final da manhã, as atenções estarão voltadas mesmo para o discurso de Bernanke em Jackson Hole, no estado de Wyoming, onde acontece o simpósio anual do Fed. O presidente da autoridade monetária falará sobre a política monetária, com expectativa de sinalizações dos próximos passos do Fed depois da manutenção dos estímulos econômicos na última reunião, em 10 de agosto.

Vale lembrar que o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, também deve expor suas opiniões no simpósio.

Perspectivas negativas
Enquanto a agenda traz dados que podem alterar – para melhor ou pior – a percepção do mercado em relação à recuperação dos Estados Unidos, as declarações de importantes personagens da comunidade econômica já apontam para um pessimismo persistente. Depois de Nouriel Roubini e Joseph Stiglitz alertarem para a possibilidade de uma nova recessão, agora é a vez de Paul Krugman e Mohamed El-Erian.

“Isto, em circunstância alguma, pode ser considerado uma recuperação”, afirmou o Nobel de Economia, Paul Krugman, em artigo publicado no New York Times. “E as autoridades monetárias deviam fazer tudo aquilo que está ao seu alcance para alterar esse fato”.

Por sua vez, o CEO (Chief Executive Officer) da Pimco, El-Erian, escreveu no Washington Post que “a recuperação perdeu momentum e, enquanto o final do ano não será tão arrasador quanto os últimos três meses e meio de 2008, quando a economia global sofreu um ataque cardíaco, as consequencias serão parecidas em termos de impacto no bem-estar de milhões de pessoas”.

Rumores ao redor da Petrobras…
Por aqui, a falta de indicadores relevantes na agenda deixa as atenções voltadas ao cenário internacional, com fatos pontuais sobre a cena corporativa doméstica fazendo parte do noticiário. Como não poderia deixar de ser, novos rumores sobre a capitalização da Petrobras seguem em destaque nesta sexta-feira. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a União deve usar mais uma área na operação, além dos reservatórios de Franco e de áreas próximas ao campo de Tupi. 

Por sua vez, o jornal O Estado de São Paulo noticiou que o preço do barril de petróleo da cessão onerosa para a Petrobras ficará em US$ 8,50, no meio entre o mínimo e o máximo sugerido nos laudos das consultorias contratadas pela ANP e pela estatal. Nenhuma das informações, no entanto, foi confirmada – o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a dizer na noite passada que a suposta precificação era “pura especulação”.

…e também da Vale
A Petrobras não é a única a ser alvo de rumores do mercado. Segundo outra reportagem do O Estado de São Paulo, a Vale reduzirá em cerca de 10% seus preços do minério de ferro, em decorrência da queda das cotações no mercado spot (à vista) chinês.

Especulações à parte, fato mesmo é que a mineradora fechou um acordo de concessão de ferrovia na Argentina com a operadora ferroviária de carga geral Ferrosur Roca, um negócio “importante para a consolidação da logística do projeto Rio Colorado”.

Pelo acordo – ainda sujeito a aprovação regulatória -, será transferida uma concessão de um trecho ferroviário de 756 km que liga Zapala, na província de Neuquén, a General Cerri, na província de Buenos Aires, Argentina. O projeto Rio Colorado, ainda não aprovado pelo Conselho de Administração da empresa, inclui o desenvolvimento de uma mina de potássio e infraestrutura de ferrovia, porto e fornecimento de energia.

Ratings da Cosan
Enquanto isso, a agência de classificação de risco Fitch anunciou na noite passada, após o fechamento do pregão, que revisou a observação dos ratings concedidos à Cosan de indefinida para positiva, após o anúncio da conclusão das negociações com a Shell para a criação de uma joint venture.

“A observação positiva da Cosan reflete a expectativa de que a companhia provavelmente se beneficiará da contribuição dos ativos da Shell em bases consolidadas, devido à esperada alocação de US$ 2,5 bilhões de dívida líquida, mais R$ 500 milhões adicionais do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) na joint venture, bem como do Ebitda adicional proveniente dos ativos da Shell”, explicou.

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