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O crescimento acima do esperado da economia norte-americana voltou a alimentar o ânimo dos investidores nos principais mercados internacionais na sexta-feira (27), levando o Ibovespa a fechar em alta pela primeira vez em sete dias. O principal índice da bolsa paulista subiu 2,69%, para 65.585 pontos – maior alta percentual diária desde 27 de maio deste ano. O volume financeiro foi de R$ 5,25 bilhões.
De acordo com a segunda estimativa do PIB anualizado dos EUA, a economia do país cresceu 1,6% na passagem do primeiro para o segundo trimestre, superando a expansão de 1,4% projetada pelos analistas. O número ofusca o Michigan Sentiment, que apontou confiança do consumidor norte-americano em agosto abaixo do esperado.
Sem indicadores no Brasil, o plano corporativo ficou em foco. Caixa Econômica Federal e BNDES serão capitalizados com ações emitidas pela Petrobras, de acordo com decreto publicado pelo Governo no Diário Oficial da União.
Liderando os ganhos do Ibovespa no dia, as ações da GOL corrigiram as perdas recentes, já que esta ação vinha de sete fechamentos seguidos no vermelho, período no qual acumulou desvalorização de 14,45%.
Já na ponta negativa do principal índice de ações da bolsa paulista, as ações da MMX lideram as perdas entre as três ações que registraram variação negativa no dia. O desempenho dos papéis da mineradora indica um ajuste às expressivas altas vistas nas últimas duas sessões, contrariando o Ibovespa. As outras duas ações que tiveram baixa nesta sexta-feira foram Cosan e Duratex.
Agenda
Sem referências por aqui, os investidores avaliaram a agenda dos Estados Unidos. O bom desempenho do PIB do país no segundo trimestre ofuscou a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan, que ficou abaixo do esperado em agosto, de acordo com dados divulgados nesta data.
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Os números do Michigan Sentiment apontaram 68,9 pontos, resultado inferior às expectativas do mercado, que indicavam 70 pontos. Do mesmo modo, o dado ficou abaixo do apurado na medição preliminar, quando marcara 69,6 pontos. Em julho, o indicador havia atingido 67,8 pontos.
O clima de otimismo também foi reforçado pelo discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, que afirmou que a autoridade “fará tudo o que for possível” para assegurar a recuperação econômica norte-americana, empregando frases que animam os investidores.
Dólar e Renda Fixa
Mantendo-se no campo negativo durante toda a sessão, o dólar comercial fechou esta sexta-feira com queda de 0,51%, cotado na venda a R$ 1,753, aproximando-se do patamar de R$ 1,751, visto no dia 2 de agosto – o menor desde o começo de maio (R$ 1,731). Com essa desvalorização, a moeda fechou a semana com variação negativa de 0,4%.
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O mercado de juros futuros encerrou sem tendência definida. Os contratos de prazo mais alongado mostraram alta, enquanto que os de prazo mais curto, caíram. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, registrou taxa de 11,39%, alta de 0,06 ponto percentual frente ao fechamento anterior.
O mercado de títulos da dívida externa fechou em queda. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com desvalorização de 0,80%, cotado a 136,75% do valor de face.
O Risco-País registrou queda de oito pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 214 pontos-base.
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Bolsas sem tendência nesta segunda-feira
O clima nas bolsas na manhã desta segunda-feira (30) é incerto, a despeito de boas notícias vindas do cenário econômico. Os mercados futuros apontam uma abertura sem tendência definida em Wall Street, ao passo que na Europa, os índices inverteram a trajetória da manhã e operam em baixa.
Entre os destaques, o BoJ (Bank of Japan) anunciou a ampliação em cerca de ¥ 10 trilhões (US$ 118 bilhões) de seu programa de injeções líquidas de capital. Da Ásia à Europa, a confiança no cenário econômico da região atingiu, em agosto, seu maior nível desde março de 2008.
No plano corporativo, a Intel anunciou a aquisição da produtora alemã de semicondutores Infineon Technologies por US$ 1,4 bilhão. Cabe lembrar que o dia ainda reserva a divulgação de indicadores norte-americanos de peso, como o núcleo do PCE (Personal Consumption Expenditure), o que deixa os investidores cautelosos nesta manhã.
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JBS estuda reduzir atuação na Argentina
No plano interno, o noticiário corporativo neste começo de semana é bastante tranquilo. Um dos destaques vai para a JBS, que confirmou rumores de que estuda reduzir sua produção de carne na Argentina ou vender algumas unidades que possui por lá, “em decorrência do cenário de escassez da disponibilidade de gado e restrição das exportações”.
Petrobras paga proventos
Os acionistas da Petrobras preocupados com as incertezas em torno do plano de capitalização da empresa têm, nessa segunda-feira, algo a comemorar. Na noite da sexta-feira passada, a empresa anunciou o pagamento da segunda parcela da distribuição antecipada de proventos para os seus acionistas referentes ao exercício de 2010.
Sob a forma de juros sobre o capital próprio, serão pagos R$ 0,20 por ação ordinária ou preferencial da companhia, com base na posição acionária do fechamento do pregão do dia 30 de julho deste ano. A estatal lembrou que haverá incidência da taxa de 15% de imposto de renda sobre o valor informado.
ALL próxima do Novo Mercado
Enquanto isso, a entrada da ALL América Latina no Novo Mercado da BM&F Bovespa parece estar mais próxima. A empresa convocou seus acionistas para participarem de duas assembleias no próximo dia 9 de setembro, uma geral e outra especial, para deliberarem sobre a pauta.
Em nota enviada ao mercado, a ALL explicou que uma condição necessária para sua entrada no Novo Mercado é a conversão de suas ações preferenciais em ações ordinárias, através da aprovação com maioria absoluta (50% + 1) do total de acionistas preferencialistas em assembleia geral especial.