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Repercutindo a divulgação de indicadores econômicos e da ata do Fomc, o Ibovespa conseguiu se recuperar da forte queda da véspera e fechou a sessão desta terça-feira (31) em alta. O principal índice da bolsa paulista subiu 1,38%, para 65.145 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,43 bilhões. Apesar da alta diária, o Ibovespa fechou agosto com seu pior desempenho mensal desde maio deste ano, com queda de 3,51%.
A ata da última reunião do Fomc, em 10 de agosto, revelou que a autoridade monetária norte-americana reduziu suas projeções para o crescimento da atividade economica dos EUA no segundo semestre de 2010, mas continua a antecipar um fortalecimento da expansão em 2011.
De acordo com o BC norte-americano, as informações econômicas que o Fed analisou na sua reunião de 10 de agosto indicaram que o patamar de recuperação da economia nos EUA desacelerou, enquanto a inflação permanece controlada no país. A ata do Fomc diz ainda que a revisão dos dados de 2007 a 2009 mostraram que a recessão recente foi mais profunda do que o anteriormente imaginado e que o nível do PIB real em 2009 foi “notavelmente” abaixo do estimado anteriormente.
Liderando os ganhos do Ibovespa no dia, aparecem as ações do setor de consumo. As ações desse setor refletem as perspectivas acerca da taxa básica de juros no Brasil. O Copom deverá divulgar sua decisão sobre o patamar da Selic na próxima sessão. As informações divulgadas pelo Ipea nesta terça-feira sobre endividamento e expectativa dos brasileiros também nortearam os negócios.
Na ponta negativa do índice, as ações do setor elétrico sentiram influência do noticiário do setor.
Agenda
Nos Estados Unidos, o Consumer Confidence, que mede o nível da confiança do consumidor norte-americano, ficou acima do esperado em agosto ao marcar 53,5 pontos, além de mostrar melhora também frente a julho, cujo resultado foi revisado para 51 pontos. O número desperta otimismo e ofusca o Chicago PMI, que revelou um nível de atividade industrial na região abaixo das projeções do mercado.
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Por aqui, a indústria mostra-se no cerne do noticiário. Entre tantos dados divulgados, destaque à Pesquisa Industrial de Produção Física elaborada pelo IBGE, que mostrou que a produção industrial brasileira avançou 0,4% na passagem de junho para julho após três recuos mensais seguidos.
Ainda na pauta, a maioria das famílias brasileiras acredita estar atualmente em melhores condições financeiras do que há um ano. Segundo o Índice de Expectativas das Famílias, divulgado nesta terça-feira pelo Ipea, dos conjuntos familiares pesquisados em agosto, 73% detectaram melhor momento financeiro. O mesmo indicador mostrou ainda que, em agosto, 54% das famílias brasileiras estavam endividadas, sendo que o valor médio dos débitos alcança os R$ 5.426,59.
Dólar
O dólar comercial reduziu parte das perdas acumuladas ao longo do dia e fechou esta terça-feira (31) com leve queda de 0,17%, sendo cotado na compra a R$ 1,755 e na venda a R$ 1,757. Com esta desvalorização, a moeda terminou o mês de agosto praticamente estável, indicando uma alta de 0,06% – em julho, a moeda havia recuado 2,66%. No ano, a variação acumulada por ela é positiva em 0,91%.
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Ainda por aqui, o Banco Central realizou mais uma compra de dólares por leilão. A operação ocorreu entre 12h19 e as 12h29 (horário de Brasília), com uma taxa de R$ 1,754.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em outubro de 2010, fechou em 10,66%, queda de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
O mercado de títulos da dívida externa fechou em alta. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com valorização de 0,07%, cotado a 136,90% do valor de face.
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O Risco-País registrou alta de 1 ponto-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 231 pontos-base.