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SÃO PAULO – Depois de permanecer nas manchetes devido ao vazamento de petróleo no Golfo do México, já considerado o pior desastre ecológico dos Estados Unidos, a BP agora entra em foco devido a rumores de mudanças na sua administração e ao cenário de fusões e aquisições.
As ações da empresa reagiram ao noticiário com alta de 3,21% no mercado londrino, enquanto o principal benchmark da bolsa londrina, o FTSE 100, avançou 1,46%. Nos EUA, os ADRs (American Depositary Receipts) da companhia também sobem 1,6%.
Mudanças na diretoria
De acordo com o jornal britânico The Times, o CEO (Chief Executive Officer) da BP, Tony Hayward, será substituído nas próximas 10 semanas, sendo que há grandes chances de Robert Dudley, atual chefe de restauração da BP no Golfo, ser o escolhido para ocupar o cargo.
Hayward esteve sob constante ataque desde que o incidente no Golfo do México aconteceu. As acusações voltaram com força na última sessão, com rumores de que a empresa teria ignorado relatórios internos sobre os riscos de vazamento no poço.
Contudo, em resposta às notícias, a BP afirmou que Hayward tem o completo apoio da empresa e continuará no cargo.
Venda de ativos
Além das perspectivas de mudanças na diretoria, a britânica também é manchete devido à venda de ativos nos EUA, Canadá e Egito por US$ 7 bilhões para a Apache. A operação pretende levantar capital para fazer frente aos custos com o vazamento e compor o fundo de US$ 20 bilhões prometido para compensar o incidente.