Iene e discurso de Bernanke pressionam bolsas em Tóquio; China mantém alta

Diante da cautela com os EUA, índice Nikkei cai pelo quinto dia consecutivo; em Xangai, mercado prevê redução de restrições

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SÃO PAULO – Os mercados asiáticos seguem sem tendência definida, com a bolsa de Tóquio pressionada pelas notícias internacionais e por um iene mais forte, enquanto Xangai mantém os olhos na economia doméstica. Neste cenário, o pregão desta quinta-feira (22) marcou a quinta queda consecutiva do Nikkei, principal índice acionário japonês, porém a quarta alta seguida do Shanghai Composite, da China.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nikkei -0,62 9.221 -8,82 -12,57
 Hang Seng +0,69 20.590 -1,10 -5,86
 Shanghai Composite +1,07 2.562 -1,02 -21,81

Iene mais forte prejudica
No Japão, as atenções voltaram-se para as notícias vindas dos Estados Unidos, onde o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, assustou o mercado ao afirmar que as perspectivas econômicas do país permanecem “excepcionalmente incertas”.

Além das preocupações com uma nova queda na economia norte-americana, os japoneses ainda enfrentam a pressão da valorização do iene. Uma moeda mais forte prejudica os ganhos das exportadoras, que, por sua vez, têm sido os vetores da recuperação. “Nós queremos evitar ganhos excessivos no iene”, afirmou nesta quinta-feira o vice-ministro de Finanças, Motohisa Ikeda.

Dessa forma, quem se destaca na ponta negativa do mercado são as exportadoras. Os papéis da Canon, da Honda Motor e da Mitsubishi recuaram 0,8%, 0,5% e 1,7%, respectivamente.

Otimismo, mesmo com corte em projeções
Em Xangai, por outro lado, as perspectivas otimistas permanecem. Na cena corporativa, o foco fica com as recomendações: a siderúrgica Angang Steel fechou com alta de 2,8%, após o banco Standard Chartered elevar a recomendação para seus papéis; já a imobiliária Vanke subiu 2,6%, com o início de cobertura do Citigroup, que recomendou a compra das ações.

O mesmo Citigroup reduziu nesta quinta-feira as projeções para a economia chinesa, prevendo uma expansão de 9,5% em 2010, 1 ponto percentual abaixo da estimativa anterior. Longe de desanimar os investidores, a ação foi vista como mais um motivo para o governo reduzir as medidas restritivas ao crédito no país.

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