Bolsas viram em Wall Street, com confiança do consumidor abaixo do esperado

Após abertura em alta avaliando resultados dos bancos, investidores avaliam indicador e mercados passam a recuar

Publicidade

SÃO PAULO – Após abrir em alta, avaliando bons resultados corporativos, sobretudo do setor bancário, as bolsas invertem tendência e passam a operar em queda nos EUA nesta terça-feira (27), após a confiança do consumidor surpreender negativamente, vindo abaixo do esperado em julho.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Dow Jones -0,04 10.521 +3,72 +0,89 
 S&P 500 -0,08 1.114 +3,47 -0,09 
 Nasdaq -0,21 2.292 +3,06 +0,99 

A confiança do consumidor norte-americano, medida pela Conference Board, ficou abaixo do esperado no mês de julho, indicando 50,4 pontos no mês.

Já os preços dos imóveis norte-americanos subiram 4,61% em maio frente a igual período de 2009, segundo o S&P/Case-Shiller Home Price, acima das expectativas.

Setor bancário
O Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, que integra os principais reguladores mundiais, chegou a mais um acordo sobre um novo pacote de regulação do setor bancário, denominado Basileia 3, com o objetivo de aumentar a resistência a possíveis crises. Com isso, certos ativos, como participações minoritárias em companhias financeiras, podem vir a ser aceitos para determinar o capital dos bancos.

Além da nova regulação, imoprtantes instituições reportaram resultados. Na Europa, o UBS reverteu prejuízo e bateu expectativas, enquanto o Deutsche Bank reportou alta de 9% no lucro líquido na base anual, também superando projeções. As ações dos bancos impulsionam as bolsas europeias e nos EUA o cenário não é diferente.

A financeira CIT Group registrou um aumento de 46% em seu lucro líquido do segundo trimestre, alcançando US$ 142,1 milhões, ou US$ 0,71 por ação. O grupo afirmou que a venda de ativos ajudou a ofuscar o aumento na provisão para perdas com crédito. As ações sobem 0,96%.

Continua depois da publicidade

Na esteira das boas notícias, os ativos do Bank of America (+1,13%), JPMorgan (+1,41%) e Wells Fargo (+1,97%) operam em alta em Wall Street.

Cenário corporativo
A BP (British Petroleum) reportou os resultados do segundo trimestre de 2010 e anunciou a já esperada substituição de Tony Hayward por Robert Dudley no cargo de CEO (Chief Executive Officer). No período entre abril e junho deste ano, que engloba o vazamento de óleo no Golfo do México, a empresa registrou um prejuízo líquido de US$ 17,2 bilhões, comparado com o lucro de US$ 4,39 bilhões contabilizado no mesmo trimestre de 2009. Os ADRs da petrolífera recuam 2,95%.

As ações da Apple operam no terreno positivo, subindo 1,11% após o órgão de direitos autorais norte-americano chegar a uma decisão que permitirá usuários de iPhone a adicionar diferentes softwares para seus telefones, incluindo a possibilidade de mudar o provedor do serviço wireless

Continua depois da publicidade

Resultados corporativos
As ações da DuPont avançam 3,95% na abertura, após a companhia bater estimativas de lucro de US$ 0,94 por ação, registrando um total de US$ 1,17 por ação. 

O lucro da Nasdaq subiu 39% no segundo trimestre de 2010 na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo US$ 96 milhões, ou US$ 0,46 por ação. Os ganhos ajustados a itens não recorrentes atingiram US$ 0,52 por papel.

Outras referências
O Reserve Bank of India elevou a taxa de referência em 0,25 ponto percentual, para 5,75% ao ano, conforme o esperado. Esta é a quarta vez que a autoridade monetária eleva o juro básico, citando os riscos inflacionários no país.

Continua depois da publicidade

Simultaneamente, o banco central indiano surpreendeu o mercado ao elevar em 0,5 ponto percentual a taxa de recompra reversa, ou seja, a taxa sob a qual a instituição pega dinheiro emprestado para absorver a liquidez do mercado. Dessa forma, o juro agora atinge 4,5% ao ano.