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SÃO PAULO – Mesmo avaliando que o cenário atual não é muito favorável para o setor, o Bank of America Merrill Lynch manteve o viés positivo para as empresas do setor siderúrgico da América Latina, colocando a CSN (CSNA3) como sua top pick, juntamente com a Ternium, empresa com atuação no mercado latino-americano.
Além disso, a equipe de análise do banco norte-americano, composta por Felipe Hirai e Thiago Lofiego, elevou a recomendação dada às ações da Gerdau (GGBR4), passando-a de “underperform” (performance abaixo da média do mercado) para neutra. Já os papéis da Usiminas (USIM3, USIM5) tiveram o preço-alvo reduzido para R$ 66. Contudo, a sugestão de compra foi reiterada pelos analistas.
Hirai e Lofiego argumentam que a turbulência vivenciada na economia internacional é desfavorável para as siderúrgicas, que possuem forte exposição à qualquer alteração no equilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado. Dessa forma, fatos como o agravamento da crise fiscal dos países da Zona do Euro e um provável apertamento na política monetária chinesa poderiam impactar diretamente no consumo de matérias-primas, comentam os analistas.
Por conta disso,a volatilidade tem imperado no movimento dos mercados de materiais básicos neste ano, o que tem deixado os investidores apreensivos em relação a empresas expostas a este setor, afirma a dupla de análise. O resultado disso é a trajetória negativa das ações de siderúrgicas da América Latina, que já acumulam uma desvalorização entre 25% e 30% desde os picos alcançados em abril.
Recomendações
Apesar de recomendarem cautela, Hirai e Lofiego permanecem otimistas em relação a estas empresas. Para a CSN, o posto de “top pick” do setor reflete seu valuation atraente e sua exposição ao mercado de minério de ferro. Ademais, a companhia possui possíveis catalisadores de curto prazo, como a migração dos acionistas da Namisa para a Casa de Pedra – seu braço operacional no setor de mineração. Por fim, seus papéis têm acumulado uma performance 12% pior do que os da Vale (VALE3, VALE5) desde abril.
Já para a Usiminas, a sugestão de compra foi reiterada por conta da sua exposição ao mercado doméstico e à expectativa de alta nos preços do aço plano até o final do ano. Contudo, a redução do preço-alvo – que caiu de R$ 73 para R$ 66 – reflete os fracos resultados relatados durante o primeiro trimestre do ano.
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Por fim, a melhora na percepção em relação aos ativos da Gerdau leva em conta não só a recuperação interna no consumo industrial de aço longo, como também a recuperação gradual do mercado norte-americano, onde a companhia possui significativa participação. Ademais, a desvalorização acumulada de seus ativos nas últimas semanas tornou seu upside mais atraente, contribuindo para uma melhor recomendação.
| Empresa | Ticker | Preço-alvo | Upside* | Recomendação |
| CSN | CSNA3 | R$ 42,00 | 52,7% | Compra (top pick) |
| Usiminas ON | USIM3 | R$ 66,00 | 47,9% | Compra |
| Usiminas PNA | USIM5 | R$ 66,00 | 44,3% | Compra |
| Gerdau | GGBR4 | R$ 30,00 | 20,6% | Neutra |
*Estimado para os próximos 12 meses, com base no fechamento desta quarta-feira (2)