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SÃO PAULO – A Fitch elevou os ratings de longo e curto prazo da SulAmérica (SULA11) nesta quarta-feira (9), com perspectiva estável. O IDRs (Issuer Default Ratings), que mede a probabilidade de inadimplência, foi elevado de “BB” para “BB+” tanto em moeda estrangeira quanto local. Já os ratings nacionais de longo prazo foram elevados de “AA-” para “AA”. As notas de IDRs de Curto Prazo, e nacionais de curto prazo foram firmados em “B” e “F1+(bra)”, nessa ordem.
A justificativa para a elevação é o desempenho consistente da companhia, aliado à expectativa de manutenção dos “satisfatórios índices de eficiência” devido a ações implementadas desde 2006. Para a Fitch, a rentabilidade da empresa deve seguir boa mesmo com um ambiente mais competitivo pela frente.
A agência comentou ainda que a venda do controle da Brasil Veículos permite um reforço de caixa livre, “proporcionando liquidez mais do que suficiente para os investimentos necessários ao crescimento orgânico da empresa e pagamento de sua dívida financeira”. Outros acordos devem ofuscar a perda do canal de distribuição do Banco do Brasil.
A agência de classificação de risco diz acreditar que a sinistralidade da seguradora deve retornar a patamares menores no médio prazo, após ter atingido 72,5% em 2009 e 72% no 1T10, impactada pelo aumento na frequência de utilização das apólices de saúde.
A composição acionária da companhia – que inclui a Sulasapar Participações e o ING Insurance International – também foi avaliada pela Fitch. “Estamos atentos à evolução da composição acionária e seus possíveis impactos nos ratings”, afirma a agência, destacando que “não incorpora o benefício de suporte do ING nos ratings da companhia”.
Elevações mais moderadas
Entretanto, a agência ressalta que novas elevações de rating tendem a ser mais moderadas e dependerão do fortalecimento de sua franquia, com a recomposição de uma base mais diversificada dos canais de distribuição, “combinada à continuidade dos avanços no desempenho operacional e à manutenção das adequadas estruturas de capital e liquidez”.
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Pelo lado negativo, a Fitch aponta que um potencial aumento substancial de sua alavancagem e um maior comprometimento da liquidez da companhia poderão afetar negativamente os ratings.