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SÃO PAULO – As cotações de petróleo registraram forte alta na sessão desta quinta-feira (10), repercutindo a divulgação de indicadores animadores na Ásia e a elevação, por parte da AIE (Agência Internacional de Energia), da estimativa para o consumo global de petróleo neste ano. A tensão entre o Irã e as potências ocidentais também deu suporte aos preços da commodity.
Em Londres, a cotação do barril do petróleo Brent terminou o dia a US$ 75,66, com avanço de 2,32%. Já no mercado nova-iorquino, o contrato de petróleo mais líquido, com vencimento em julho, encerrou o dia com alta de 2,63%, a US$ 75,88.
Ásia
O governo chinês divulgou, nesta quinta-feira, um relatório informando que as exportações do país avançaram 48,5% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado. Este é o mais rápido ritmo de crescimento registrado pelo índice nos últimos 6 anos.
Vale destacar que o levantamento feito pela agência Bloomberg davam conta de uma expansão de 32% para o indicador. A agência revelou que nenhum dos entrevistados esperava um crescimento tão forte.
O governo da China também revelou que, durante maio, as importações de petróleo cresceram 4,4% em relação ao ano anterior, atingindo a marca de 4,36 milhões de barris por dia. Vale lembrar que o país é o segundo maior consumidor do produto no planeta.
O Japão também revelou números animadores nesta quinta-feira. O PIB (Produto Interno Bruto) avançou 5% anualizados no primeiro trimestre, superando as projeções do mercado que apontavam para alta de 4,2% e acima dos dados da primeira prévia, que mostraram crescimento de 4,9%
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Por sua vez, o sentimento do consumidor japonês registrou em maio sua quinta alta consecutiva, avançando 0,8% frente a abril, atingindo 42,8 pontos – maior pontuação desde outubro de 2007. Por fim, os preços do atacado no Japão cresceram 0,4% em maio frente ao mesmo mês do ano passado, marcando a primeira alta em 17 meses, segundo dados preliminares do Banco do Japão
AIE
A AIE elevou sua previsão para a demanda global por petróleo, que deve atingir 86,4 milhões de barris por dia neste ano, representando aumento de 2%, ou 1,7 milhão de barris por dia, ante 2009.
O órgão também comentou o vazamento de petróleo de instalações da britânica BP no Golfo do México, avaliando que o acidente deve comprometer a produção do óleo na região em 300 mil barris por dia nos próximos cinco anos. A agência alertou ainda que o vazamento deve provocar o aumento dos custos de produção, o atraso de novos projetos e uma revisão da regulamentação da extração de petróleo offshore.
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Irã
Investidores também se mantiveram atentos à questão nuclear iraniana. Após o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovar uma nova rodada de sanções ao país islâmico, na quarta-feira (9), o Parlamento iraniano disse durante esta sessão que esta considerarando reduzir sua relação com a agência nuclear do organismo internacional.
Vale destacar que o país é o segundo maior produtor de óleo bruto da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), ficando atrás apenas da Arábia Saudita.