Bolsas dos Estados Unidos revertem abertura e passam a operar em queda

Governo espanhol completou venda de quase € 3,5 bilhões de títulos; auxílio-desemprego subiu mais que esperado

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SÃO PAULO – As bolsas de valores dos Estados Unidos passam a operar em queda nesta quinta-feira (17), com o alívio sobre os temores da dívida espanhola contrabalançado pela preocupação com o mercado de trabalho norte-americano. 

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +0,05 2.307 -0,44 +1,67 
 S&P 500 -0,20 1.112 -0,76 -0,25 
 Dow Jones -0,33 10.375 -1,29 -0,51 

A Espanha completou nesta sessão a venda de quase € 3,5 bilhões de títulos com vencimento em 10 e 30 anos. Temia-se que o país demonstrasse dificuldade para realizar a emissão de papéis, em meio a desconfianças sobre sua capacidade de manter-se solvente.

Enquanto isso, o Departamento de Trabalho norte-americano informou que o número de pedidos de auxílio-desemprego subiu mais que o esperado na semana passada, somando 472 mil, ante expectativas em torno de 450 mil novas solicitações. Na semana anterior, o registro foi de 460 mil pedidos.

Mais dados
Também foram divulgados os dados sobre a conta corrente
 norte-americana, que ficou negativa em US$ 109 bilhões no primeiro trimestre, contra déficits de US$ 120,3 bilhões previsto pelo mercado e de US$ 100,9 bilhões no trimestre anterior, segundo dados revisados. Já, os números do CPI (Consumer Price Index) revelaram uma deflação maior que o esperado, com uma queda de 0,2% em maio, ante baixa de 0,1% em abril. As previsões eram de que os preços recuassem 0,1%.

Para ainda esta sessão são aguardados para as 11h o índice do Federal Reserve sobre a atividade industrial na região da Philadelphia e o Leading Indicators, relatório que compila diversos dados já divulgados para produzir um indicador sobre o panorama econômico dos EUA. 

BP
Os ADRs da BP subiam 0,6%, após a empresa ter acertado um fundo de US$ 20 bilhões e cancelado o pagamento de dividendos para financiar as despesas decorrentes do vazamento de petróleo no Golfo do México. O CEO da empresa, Tony Hayward, depõe no Congresso norte-americano sobre o desastre nesta sessão. Na véspera, ele se reuniu com o presidente Barack Obama.

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Entre os destaques negativos, os papéis das concessoras de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac despencavam em torno de 20%.