Futuros dos EUA operam em alta, refletindo flexibilização do yuan

Índices norte-americanos sobem mais de 1% antes da abertura do pregão, após governo chinês anunciar alterações no câmbio

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SÃO PAULO – Os contratos futuros dos principais índices de ações dos Estados Unidos operam com significativas altas nesta segunda-feira (21), refletindo principalmente o anúncio do PBoC (Banco Popular da China) feito durante o final de semana. A instituição afirmou que dará reinício à flexibilização monetária da moeda chinesa, notícia que foi muito bem recebida pelos investidores neste começo de semana.

Com isto, o contrato futuro para o índice Dow Jones opera com alta de 1,3%, atingindo 10.508 pontos, enquanto que o S&P 500 registra valorização de 1,41%, alcançando os 1.125 pontos. Já o referente ao índice Nasdaq registra variação positiva de 1,34%, em 1.935 pontos.

Diante da expectativa de que a valorização do yuan poderá elevar expressivamente as importações de commodities da economia asiática, os papéis ligados às companhias produtoras de minério de ferro aparecem entre os principais destaques positivos deste início de segunda-feira.

Com isso, os ADRs (American Depositary Receipts) da BHP Billiton registram valorização de 4,4% nesta manhã. Outras mineradoras com papéis negociados no mercado norte-americano, como a Rio Tinto e a Vale também operam em alta, registrando ganhos de 4,6% e 3,3%. AK Steel (+4,75%) e Freeport McMoRan (+3,76%) também operam no azul.

Outros destaques
Também no campo positivo, as ações do Goldman Sachs operam com alta de 0,85%, após pessoas com conhecimento no assunto dizerem que a SEC (Securities and Exchange Commission) concordou em em conceder à instituição financeira mais tempo para ela responder à acusação feita pelo orgão regulardor do mercado norte-americano em abril.

Dentre as perdas do dia, destaque mais uma vez para a British Petroleum. Os ADRs da companhia operam no pré-market com perdas de mais de 3,5%, após a companhia afirmar que os prejuízos causados pelo vazamento de óleo no Golfo do México já chegaram ao patamar de US$ 2 bilhões.

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Economia
Em dia sem indicadores relevantes na agenda norte-americana, o foco da pauta econômica deve ficar na Europa, em meio ao pronunciamento do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, perante o parlamento europeu, em Bruxelas. A expectativa é que ele fale sobre a situação econômica da região, a volatilidade do mercado, além da taxa de juros da Zona do Euro.

Confira as cotações de fechamento da última sexta-feira:

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Dow Jones +0,16 10.451 +0,06 +0,22 
 S&P 500 +0,13 1.118 +0,22 +0,22 
 Nasdaq +0,11 2.310 +0,50 +1,79