Petróleo acompanha indicadores dos EUA e fecha sessão em queda

Número de vendas de casas usadas ajudou a deteriorar sentimento do mercado, em nova sessão de volatilidade

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SÃO PAULO – As cotações de petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (22), em meio a indicadores do mercado imobiliário nos EUA e nova sessão de instabilidade nos mercados. A perspectiva de que os estoques norte-americanos do produto diminuíram na passagem semanal também influenciou os preços. 

Em Londres, a cotação do barril do petróleo Brent terminou o dia a US$ 77,84, com queda de 0,84%. Já no mercado nova-iorquino, o contrato de petróleo mais líquido, com vencimento em julho, registrou declínio de 0,46%, fechando a sessão a US$ 77,21.

Mercado imobiliário
Conforme divulgado pela Associação de Corretoras de Imóveis nesta terça-feira, o número de vendas de casas usadas nos EUA ficou abaixo das expectativas dos analistas durante o mês de maio.

As vendas anualizadas registradas no período atingiram o patamar de 5,66 milhões de casas, número inferior às estimativas do mercado, de 6,10 milhões. Do mesmo modo, o número ficou abaixo do registrado em abril, quando o volume de vendas foi de 5,79 milhões de casas, conforme os números revisados. 

Vale destacar que o volume de casas usadas responde por 85% do volume total de vendas de imóveis nos EUA, explicando a importância deste componente para a retomada do crescimento econômico nos EUA.

Estoques
Paralelamente, a agência Bloomberg apurou que os estoques norte-americanos de petróleo registraram queda de 900 mil barris durante a última semana, na medida que as importações do produto diminuíam. 

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Os números oficiais do Departamento de Energia dos EUA sobre o acervo de óleo bruto e derivados são esperados para esta quarta-feira (23). 

Horizonte animador
Por fim, o  secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, disse durante o dia que o acesso ao crédito está se expandindo no país e que as companhias estão guardando reservas sem precedentes, o que pode impulsinar o crescimento econômico dos Estados Unidos nos próximos anos. 

“As condições de crédito, que arrastaram nossa economia para uma recessão profunda em 2007, não são mais um obstáculo ao crescimento”, declarou durante depoimento ao Painel de Supervisão do Congresso, criado para avaliar as medidas e o uso do pacote de resgate às instituições em dificuldade durante a crise, conhecido como TARP (Troubled Asset Relief Program).