FMI descarta “double-dip” para a economia e Obama ressalta força dos EUA

Para presidente norte-americano, economia de seu país tem se fortalecido mesmo com os "ventos contrários" emitidos pela Europa

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SÃO PAULO – Após comentar sobre a flexibilização do yuan na sessão anterior, o diretor-geral do FMI, (Fundo Monetário Internaiconal), Dominique Strauss-Kahn, participou nesta terça-feira (29) de uma rodada de perguntas e respostas, realizada após seu discurso no Peterson Iinstitute for International Economics. Durante a coletiva, ele enfatizou que “a recuperação econômica continuará sem um ‘double-dip'” (recuperação em forma de W).

Strauss-Kahn acredita que o ritmo de retomada das diversas economias do globo permanecerá desigual, além de também considerar a existência de diversos riscos que podem resultar em novas retrações na atividade econômica do planeta. Contudo, ele afirma que a projeção base do FMI permanece apontando para um crescimento sustentado.

Apertem os cintos
Além disso, o chairman do fundo monetário internacional defendeu as metas anunciadas para redução do déficit fiscal pelas principais economias emergentes e desenvolvidas do mundo, durante encontro do G-20 no último fim de semana em Toronto. “Todo país deve apertar seu cinto em algum momento”, disse Strauss-Kahn.

Também foi comentado pelo diretor que o FMI está desenvolvendo uma linha preventiva de crédito, que pretende impor menos condições para a liberação de recursos. Segundo Strauss-Kahn, o intuito desse afrouxamento é de impedir que os créditos concedidos pelo FMI a uma determinada região resultem em um maior custo de empréstimo cobrado por outros países. 

Por fim, questionado sobre o risco de que o enfraquecimento do euro resulte em um forte superávit comercial das economias europeias, o homem forte do FMI disse não enxergar isso como uma grande ameaça à economia do planeta.

Obama e os “ventos contrários” da Europa
Também nesta terça-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que a economia norte-americana continua se fortalecendo, mesmo diante dos “ventos contrários” emitidos pela Europa, por conta das preocupações com a situação fiscal dos países do velho continente.

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“Temos visto algumas tendências positivas em vários setores. Infelizmente, por causa de problemas na Europa, uma parte dos mercados tem demonstrado inconstância e nervosismo “, disse Obama após encontro com o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke.

Contudo, o presidente norte-americano reforça que tem visto a economia do país em constante fortalecimento. Apesar de concordar com Obama, Bernanke não desconsidera os impactos que os problemas europeus têm em seu país. “O que acontece nas economias emergentes ou na Europa nos afeta aqui nos EUA, e isso é importante para nós termos essa visão na hora de discutirmos sobre a economia, disse.


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers