Resumo diário

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O pessimismo tomou conta do mercado nesta quinta-feira (6), com temores de contágio da crise grega para outros países da região. As bolsas mostraram forte queda. 

Pela tarde, as bolsas globais intensificaram fortemente o movimento de queda já apresentado. O rali vendedor desenfreado veio acompanhado de apreensão de que a crise fiscal na Grécia poderia contaminar outras economias periféricas da Europa Ocidental. Enquanto o mercado buscava fundamentos para o rali vendedor, que perdeu força próximo do fechamento, apareceram rumores de que a forte queda das bolsas dos EUA deu-se por conta de uma ordem errada do Citigroup envolvendo as ações da Procter & Gamble, que passou de queda de 2% para desvalorização de 23%, pesando na cotação do índice Dow Jones, que na mínima do dia chegou a cair 9,2%.

Por aqui, o Ibovespa chegou aos 60.774 pontos na mínima – queda de 6,38% -, mas reduziu as perdas no final. Assim, o índice recuou 2,31%, a 63.414 pontos – pior patamar desde 8 de fevereiro deste ano. O volume financeiro totalizou R$ 10,63 bilhões.

A agência de classificação de risco Moody’s prevê que os riscos de contágio da crise fiscal na Grécia podem ocorrer em toda Zona do Euro, podendo impor ameaças a instituições bancárias de países como Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e Reino Unido. O parlamento grego aprovou por 172 votos a favor e 121 contrários as medidas de austeridade fiscal para melhorar a situação de suas contas públicas. O plano de corte de gastos levanta greves e protestos em todo o país – na véspera, os confrontos levaram a três mortes.

Bolsa
A euforia inicial quanto à escolha da Telebrás para ser a gestora do Plano Nacional de Banda Larga nesta sessão dá lugar às dúvidas, ceticismo e forte reação das demais companhias do setor. Além disso, há aqueles investidores que desejam realizar lucros após a sequência de ganhos dos papéis nos últimos pregões, fatores estes que levaram os ativos a serem destaque de queda nesta sessão, com desvalorização de 20%.

Na noite passada, a Vale anunciou após o fechamento do pregão que somou no primeiro trimestre desse ano um lucro líquido de R$ 2,879 bilhões – avanço de 6,3% na comparação trimestral mas um recuo de 8,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2009. No geral, analistas elogiaram o controle de custos da empresa, mas criticaram a queda nos volumes comercializados. Os papéis da companhia recuaram.

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A Gerdau revelou lucro líquido de R$ 573 milhões no primeiro trimestre deste ano, crescimento expressivo em relação aos R$ 35 milhões vistos nos três primeiros meses de 2009. Já a receita líquida registrou leve avanço, ao passar de R$ 6,9 bilhões para R$ 7,1 bilhões. Os papéis da siderúrgica recuaram.

Na ponta negativa, as ações da GOL estiveram entre as maiores perdas do índice, após a empresa divulgar seus resultados. No primeiro trimestre deste ano, a GOL teve lucro líquido de R$ 23,9 milhões, queda de 61,4% em relação aos ganhos vistos no mesmo período do ano passado.

Dólar
Após chegar a subir mais de 5% durante a tarde, por conta das operações de stop loss dos investidores com posições vendidas no mercado cambial, o dólar comercial amenizou essa trajetória ao final das negociações. Mesmo assim, a moeda fechou em alta pela terceira sessão seguida, tendo avançado 2,95% – maior valorização desde 3 de dezembro de 2008. Já a cotação de fechamento, de R$ 1,851 na venda, é a máxima vista desde 12 de fevereiro deste ano.

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A acentuada valorização vista durante a tarde teve forte influência do acionamento do stop loss de investidores que operavam na ponta vendida do mercado cambial – ou seja, daqueles que apostavam na apreciação do real precisando cobrir suas posições de qualquer maneira, o que impulsionou o número de ordens de compra no mercado.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros, as taxas dos contratos de curto prazo encerraram em predominante estabilidade, embora no longo prazo a tendência que dominou foi mais uma vez de alta. O contrato que apresentou maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2011, registrou taxa de 11,08%, 0,04 ponto percentual abaixo do fechamento da véspera.

O indicador de risco Brasil, calculado pelo conglomerado financeiro JP Morgan, registrou alta de 24 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 238 pontos base. 

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O mercado de títulos da dívida externa, por sua vez, apresentava queda. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, era negociado com desvalorização de 0,03%, cotado a 132,05% do valor de face.

Agenda
A ata do Copom, referente à reunião da última semana que elevou os juros para 9,5% ao ano, mostrou que, de forma geral, a deterioração do cenário inflacionário e “os sinais de persistência do descompasso entre o ritmo de expansão da demanda e das ofertas agregadas” foram os fatores que levaram ao ajuste. Como na última ata, os membros reforçaram o tom mais temeroso quanto ao ritmo da inflação, elevando a probabilidade de que novos apertos monetários possam estar por vir. 

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