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SÃO PAULO – Alívio é a palavra-chave desta semana que começa com o anúncio de um pacote de ajuda à Europa de € 750 bilhões, acordado entre BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional) no final de semana.
Para o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, a notícia é positiva para os mercados que devem operar nesta semana sob a expectativa de um ambiente mais “benigno”, a exemplo da forte alta das bolsas europeias nesta segunda-feira (10).
‘É muito provável que o sinal positivo seja mantido por enquanto, permitindo a recuperação dos preços dos ativos que se enfraqueceram recentemente”, destaca Campos Neto.
O economista destaca ainda que a acomodação das tensões na Europa pode servir para que os mercados voltem as atenções para os Estados Unidos, onde as condições econômicas seguem mostrando sinais mais promissores, como o mercado de trabalho que criou 290 mil novos postos em abril.
“A melhora do mercado de trabalho é aspecto fundamental para consolidar e sustentar a recuperação da economia do país, o que também é crucial para a economia global”, acredita Campos Neto.
Contudo, o economista do Banco Schahin aponta pontos negativos ainda pendentes que devem ser observados com cautela. “A despeito desta operação de salvamento, que é muito positiva para aliviar o estresse recente, ficará ainda a percepção de fragilidade da situação financeira de vários países, sugerindo que ajustes mais definitivos aos desequilíbrios fiscais serão inevitáveis no médio prazo”.
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Volatilidade
Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora de Câmbio, compartilha a opinião de Campos Neto ao entender que os players dos mercados internacional e brasileiro devem começar a semana aliviados.
“Isso deve permitir a recuperação de grande parte das fortes perdas dos ativos considerados de maior risco, ocorridas principalmente nos dois últimos dias da semana passada”, diz.
Porém, Miriam também vê possível volatilidade esta semana, mesmo com o otimismo inicial prevalecendo. “Depois dos ajustes iniciais, a cautela e a volatilidade devem voltar a fazer parte dos negócios globais, até que essa solução mais ampla para os problemas seja melhor avaliada e operacionalizada”, adiciona.
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Além disso, a diretora da AGK lembra que a desconfiança ainda será forte quando o assunto for as contas públicas da Europa, já que os problemas de déficit fiscais não acabam com o anúncio do pacote e o contágio ainda é pauta do dia.
“A reação dos mercados ainda continua sendo de extrema desconfiança, não só com a situação fiscal grega, mas também com o potencial de contágio que essa crise pode ter em outros países e bancos da região. E o pior é que os problemas com o endividamento não se restringem a esses países”, destaca.
Para ela, é impressionante o número de países que tendem a assistir a um ciclo de aumento de seus passivos se nada for feito, assim como da magnitude dos desequilíbrios.
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“Nos EUA, o déficit em relação ao PIB passou de 1,14% em 2007 para a projeção de 10,64% neste ano. Com relação ao Reino Unido, os investidores começam a precificar as dificuldades que o partido conservador, que venceu as eleições sem conseguir maioria no parlamento, pode enfrentar para governar o país, cujo déficit fiscal já bate em 11,5% do PIB”, diz.
Agenda
Com uma agenda mais amena no Brasil, é a China e os EUA que chamam a atenção. Nesta semana saem a produção industrial nos dois países, assim como da Zona do Euro e Reino Unido.
Também na Zona do Euro está prevista a divulgação do resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre de 2010. No Brasil, teremos vendas do varejo, dados do mercado de trabalho e indicadores de inflação, além de balanços corporativos, como o da Petrobras (PETR4) na sexta-feira.
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> Terça-feira (11/5)
– Brasil
7h00 – IPC referente à primeira quadrissemana de maio (Fipe – Fundação Instituto de Pesquisa Econômica);
9h00 – Pesquisa de Emprego Industrial de março (IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
– EUA
11h00 – Wholesale Inventories de março, relatório que contém informações sobre as vendas e os estoques do setor atacadista.
> Quarta-feira (12/5)
– Brasil
9h30 – Pesquisa do Comércio de março (IBGE), que acompanha a evolução da atividade comercial no Brasil, com indicadores calculados para cada região do País.
– EUA
9h30 – Trade Balance (balança comercial) com base no mês de março;
11h30 – Estoques de Petróleo (EIA – Energy Information Administration);
15h00 – Treasury Budget (orçamento governamental) de abril (Departamento de Tesouro).
> Quinta-feira (13/5)
– Brasil
Não serão publicados indicadores relevantes no País neste dia.
– EUA
9h30 – Pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.
9h30 – Export Prices e o Import Prices, ambos do mês de abril. Os índices excluem de suas bases a produção agrícola e as cotações do petróleo, respectivamente.
> Sexta-feira (14/5)
– Brasil
8h00 – IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) do mês de maio (FGV).
– EUA
9h30 – Retail Sales e Retail Sales ex-auto referentes ao mês de abril, que mede as vendas totais do mercado varejista;
10h15 – Industrial Production e pelo Capacity Utilization (abril);
10h55 – Prévia do Michigan Sentiment de maio, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana (Universidade de Michigan);
11h00 – Business Inventories durante o mês março.