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SÃO PAULO – A euforia observada na última segunda-feira (10), impulsionada pelo pacote de medidas de proteção do euro, parece ter sido amenizada, ao menos no mercado de crédito. Os CDS (Credit-Default Swap) de companhias europeias invertem a tendência e voltam a subir, enquanto que os CDSs dos endividados países do continente já não registram os fortes recuos exibidos durante a véspera.
Os contratos amarrados ao bônus grego – os mais impactados devido à fragilidade fiscal do país – caem apenas 19,5 pontos-base, para 565 pbs, após terem recuado cerca de 329,5 pbs na última sessão. Além disso, mesmo com as recentes contrações, o patamar ainda é bem superior àquele listado em 12 de abril, quando atingiu 364 pontos-base.
Do mesmo modo, Espanha e Portugal também assistem seus CDSs caírem de maneira muito mais modesta do que ocorrido na véspera. Ambos, recuam 2 pontos-base, para 172,5 pbs e 155 pbs – valores também superiores aos registrados há um mês. No caso de Portugal, no entanto, o movimento dos CDSs é de alta, avançando 5,5 pontos-base, para 260 pbs.
Receios retornam
Segundo informações colhidas pela agência Bloomberg junto ao JPMorgan Chase, os CDSs do Markit iTraxx Fianancial Index, índice de 25 bancos e seguradoras, sobem 22 pontos-base, para 150 pbs. Do mesmo modo, os CDSs do Markit iTraxx Europe, constituído por 125 empresas europeias com grau de investimento, exibe alta de 10 pontos-base, para 111 pbs.
Por fim, os CDSs do Markit iTraxx Crossover, índice de 50 empresas com os mais elevados yields, registra avanço de 28,5 pontos-base, atingindo 518,5 pbs.