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SÃO PAULO – Os contratos futuros de petróleo voltaram a fechar em queda nesta sexta-feira (14), atingindo o mais baixo patamar de negociação dos últimos três meses em Nova York. O temor de que a crise fiscal europeia prejudique a demanda global por óleo bruto continua a guiar os mercados.
O contrato de petróleo mais líquido em Nova York, com vencimento em junho, registrou queda de 3,80%, encerrando a sessão a US$ 71,61. Já em Londres, a cotação do barril do petróleo Brent terminou o dia a US$ 80,20, caindo 3,76%
“Persistência de estoques elevados de petróleo no curto prazo, acima do padrão sazonal e também da série histórica, tem sustentado o viés de queda do preço nos últimos dias”, comenta em relatório Eduardo Velho, da Prosper Corretora. “Por enquanto, a aversão ao risco, não apenas vinda da Europa com o euro mais fraco, mas também da ameaça chinesa de adotar novas medidas restritivas tendem a reduzir o preço das commodities”, escreve.
Europa
A Moody´s anunciou durante o dia que existe uma grande chance de que a agência de classificação de risco reduza a nota da Grécia novamente, apesar das medidas anunciadas pelo governo do país para organizar as suas finanças.
Além disso, os analistas do Credit Suisse previram que os bancos europeus podem sofrer perdas de até € 244 bilhões por conta de uma regulação mais rígida e exigências de níveis mais elevados frente à base de capital total.
O tom pessimista do dia ainda contou com a notícia veiculada pelo jornal espanhol El País, relatando que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, teria ameaçado deixar a Zona do Euro caso a chanceler alemã, Angela Merkel, não concordasse em dar suporte ao plano de ajuda da União Europeia. Os líderes europeus já desmentiram a notícia.
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EUA
O volume das vendas ao mercado varejista norte-americano subiu 0,4% durante o mês de abril, apontou pesquisa publicada pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos nesta sexta-feira. O indicador veio acima das expectativas dos analistas, que esperavam uma alta de 0,2% no período. Vale lembrar que, durante o mês de março, a referência ficara positiva em 2,1%, segundo os dados revisados.
A produção industrial norte-americana de abril apresentou avanço alinhado às projeções do mercado. Os dados foram divulgados durante o dia pelo Federal Reserve e mostraram aceleração do ritmo de crescimento em relação à alta apurada em março.