Ações do setor de telecom se destacam positivamente durante a semana

Com noticiário corporativo agitado, papéis predominam na ponta positiva da carteira teórica do Ibovespa; Vivo sobe 15%

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SÃO PAULO – As ações da Vivo (VIVO4) e da TIM (TCSL4, TCSL3) encerraram o pregão desta sexta-feira (14) com a maior variação positiva dentre as ações que compõe a carteira teórica do Ibovespa, repercutindo as notícias envolvendo as controladoras das duas empresas e recomendação às ações.

A Portugal Telecom, companhia detentora de 50% do capital da Brasilcel, sociedade controladora da Vivo, confirmou na segunda-feira (10) a rejeição da oferta da Telefónica por sua participação no capital da empresa brasileira, frustrando os planos de fusão entre a operadora de celular e a Telefônica (TLPP4).

Por conta da recusa, diversos analistas do mercado apresentaram seus pontos de vista e os possíveis cenários que poderão se formar a partir daí. A divergência entre opiniões e a vasta quantidade de novas decisões que podem ser tomadas por ambas as partes levam a crer que a novela envolvendo o setor de telecomunicações deve demorar para chegar ao seu desfecho.

Confira os principais destaques
Empresa Código Variação
Semanal 
Cotação*
Vivo VIVO4 +15,11% R$ 49,60
TIM TCSL3 +14,16% R$ 6,61
TIM TCSL4 +10,88% R$ 4,79

Recomendações
A questão motivou reavaliações por parte dos analistas, por conta da perspectiva de maior consolidação no segmento de telecomunicações no País. O BTG Pactual, por exemplo, classificou o setor de telecomunicação como “subavaliado”, recomendando a compra de ações de empresas de telefonia móvel.

Na avaliação de Carlos Serqueira, analista que assina o relatório do banco, a oferta de compra não deverá ser um fato isolado. “Uma leitura clara para nós é a de que fusões e aquisições irão continuar a ser um tema relevante nas ações de telecomunicação no Brasil (e América Latina)”, aponta o analista, destacando os ativos da Vivo.

Por sua vez, o Morgan Stanley elevou a recomendação e o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) da TIM de underweight (alocação abaixo da média do portfólio) para overweight (alocação acima da média do portfólio). “O maior catalisador para a mudança no preço-alvo é a confiança do investidor no potencial de crescimento de lucros da TIM durante os próximos dois a três anos”, avaliaram as analistas Vera Rossi e Silvia Pioner, apontando o crescimento da receita e o controle de custos como pontos-chave.

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Outros destaques
Também se destacaram positivamente as ações da Telemar ON (TNLP3, R$ 33,04, +11,62% e TNLP4, R$ 27,68, +9,36%) da BM&F Bovespa (BVMF3, R$ 11,45, +11,50%). O Ibovepsa subiu 0,95% no mesmo período.