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SÃO PAULO – As cotações de petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (18) após operarem no campo positivo durante o início da sessão. A valorização do dólar frente às divisas internacionais pressionou os preços do barril de óleo bruto, apesar dos indicadores positivos do dia.
O contrato de petróleo mais líquido em Nova York, com vencimento em junho, registrou queda de 0,92%, encerrando a sessão a US$ 69,41. Já em Londres, a cotação do barril do petróleo Brent terminou o dia a US$ 74,43, caindo 0,89%.
Dólar
A moeda norte-americana voltou a registrar valorização frente ao euro nesta terça-feira conforme investidores avaliavam os impactos negativos das medidas de austeridade fiscal adotadas pelas economias europeias.
Nos últimos dias, dúvidas sobre as perspectivas de crescimento dos países do velho continente têm se traduzido em um movimento de queda do euro – que, como na véspera, voltou a renovar seu menor patamar nos últimos quatro anos.
Vale lembrar que uma valorização da moeda norte-americana geralmente se traduz em pressão de queda sobre as cotações da commodity, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a migrar suas aplicações para opções mais rentáveis de investimento.
Indicadores
O mercado também acompanhou as projeções sobre a variação dos estoques norte-americanos de petróleo na última semana, que apontaram para um novo aumento. Se confirmado, será o 15º aumento no acervo dos EUA nas últimas 16 semanas.
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O índice de preços ao produtor norte-americano recuou durante o mês de abril. O indicador de preços pagos a fábricas, agricultores e produtores em geral, que é análogo no Brasil ao índice de preços no atacado, registrou queda de 0,1% durante o período, enquanto expectativas de mercado previam expansão de 0,1%. No mês anterior, o mesmo indicador apontou alta de 0,7%.
Por sua vez, o Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção nos EUA, registrou 672 mil casas – superior ao esperado no resultado anualizado de abril, que apontava 655 mil novos imóveis. Em março, o indicador anualizado foi revisado de 626 mil para 635 mil casas. A informação foi divulgada pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos.
O órgão também publicou o Building Permits para o mês de abril. O indicador mensura o número de autorizações para construção de novas casas nos EUA e serve como sinalizador do nível de atividade econômica do país. No mês, foram computadas 606 mil permissões para construção civil, o que representa desaceleração em relação ao indicador de março, que foi de 685 mil. Do mesmo modo, o indicador também ficou abaixo das expectativas do mercado, que apontavam 680 mil permissões.