Em início de cobertura, Santander recomenda compra das ações da MMX

Para o banco, mineradora apresenta relação de "risco e retorno" mais alavancada do que a Vale, principal player da AL

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SÃO PAULO – Apoiado no bom posicionamento da empresa em seu setor e no desconto de suas ações frente os seus pares, o Santander inicia a cobertura da MMX Mineração (MMXM3) recomendando a compra de seus ativos. O preço-alvo projetado para o final do ano, de R$ 14,00, sugere um upside de 27,97% em relação à cotação de fechamento vista na última quinta-feira (27).

A equipe de análise do banco espanhol, composta por Felipe Reis, Alex Sciacio e Victoria Santaella, vê a mineradora pertencente ao grupo EBX, do megaempresário Eike Batista, como uma alternativa para investidores que procuram uma empresa com exposição total ao mercado de minério de ferro, acreditando que seu valuation apresenta uma relação de “risco e retorno” mais alavancada do que a Vale (VALE3, VALE5).

Esse desconto não é visto apenas frente ao principal player do setor na América Latina. “Nós estimamos que a MMX atualmente está subvalorizada, sendo negociada com um desconto de 29% em relação a mineradoras juniores”, diz o trio de analistas. O preço-alvo de R$ 14,00 prevê a manutenção de um desconto de 18%, patamar considerado por eles como justo, tendo em vista os riscos envolvendo os projetos de crescimento da companhia.

Investimentos
Dentre esses projetos de crescimento, os analistas do Santander destacam o MMX Chile, o qual acreditam que entregará uma produção de 10 milhões de toneladas por ano a partir de 2015, apoiada em suas perspectivas favoráveis para o mercado de minério de ferro nos próximos anos.

Contudo, esse plano não está incorporado no modelo de avaliação do time de análise do banco, já que ele acredita em uma gradual precificação nos ativos da companhia, à medida que o projeto for implementado. “Na nossa opinião, o projeto Chile tem um NPV (Valor Presente Líquido) de US$ 560 milhões – o equivalente a R$ 2,31 por ação”, dizem Reis, Sciacio e Victoria.

Eles também falam sobre os investimentos para a expansão das atividades em Serra Azul e Bom Sucesso. De acordo com o trio, o aumento do capital social via subscrição da Wisco Brasil realizado em fevereiro, aliado com a forte geração de caixa propiciada pelos preços do minério de ferro, dará suporte para os investimentos necessários nestas duas áreas até 2012.

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Ademais, os três analistas do Santander não descartam a participação de financiadores, como o China Development Bank e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers