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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta terça-feira (6), ao contrário dos mercados futuros dos EUA, que apresentam leve queda. As cotações do petróleo e do ouro caem, favorecendo o dólar, que se valoriza frente ao euro e à libra esterlina, mas se deprecia diante do iene.
Nos EUA, olhos atentos para a ata do Fomc (Federal Open Market Committee), às 15h00, com os detalhes da última reunião. Além disso, Narayana Kocherlakota, presidente do Federal Reserve regional de Minneapolis, fará discurso na Câmara de Comércio de Minnesota.
Grécia em xeque
O governo da Grécia pedirá aos membros da Zona do Euro a renegociação das condições em que concederão empréstimos bilaterais. A renegociação busca mitigar a participação do FMI (Fundo Monetário Internacional), à medida que a instituição poderia lançar condições duras, as quais podem resultar em convulsões sociais.
Do outro lado do Atlântico, notícia do Financial Times indica que a Grécia lançará títulos denominados em dólares, a fim de seduzir investidores norte-americanos. O país busca arrecadar de US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões. Curioso mesmo foi a forma como Atenas se denominou, a fim de atrair mais investidores: “mercado emergente”.
Aperto australiano
O RBA (Reserve Bank of Australia) contraiu sua política monetária nesta terça-feira (6), ao elevar a taxa básica de juro em 25 pontos-base, para 4,25% ao ano. É o quinto aumento nas últimas seis reuniões.
Crise dos emergentes?
Conforme o olhar de Simon Johnson, antigo economista-chefe do FMI e professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology), a próxima crise financeira virá dos mercados emergentes. “Alguns investidores fazem muito dinheiro por lá e depositam suas poupanças nos bancos europeus e norte-americanos que consideram grandes demais para falir. Aí esses bancos emprestam o excedente de capital para qualquer um”, completa o economista, prevendo inadimplência. Em adição, Johnson avalia que os bancos estão maiores do que estavam antes da crise, em termos proporcionais frente à economia real.
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Mais do mesmo
“A melhor coisa que o novo governo tem feito é dar continuidade às reformas realizadas pelo seu antecessor”. A afirmação controversa é subtítulo de matéria do The Wall Street Journal, denominada “contenha seu entusiasmo com o Brasil”, na qual a redatora Mary Anastasia O’Grady dispara contra a política de Lula e o continuísmo da era Fernando Henrique Cardoso. “Quanto mais a elite do País fala sobre as PPP (Parcerias Público-Privadas) para reinventar o Brasil com sua nova riqueza, mais se parece com o velho corporativismo latino”, completa.
Pouco provável
Para Steven Wieting, analista do Citigroup, uma guerra comercial entre os EUA e a China é pouco provável, visto que seria prejudicial para ambos, com aumento da taxa de desemprego. Além disso, o banco norte-americano acredita que os investidores superestimam a influência da China em relação a Washington, tendo em vista a posição de Pequim como maior detentora de Treasuries. De qualquer forma, um colapso no comércio internacional entre as partes reduziria em cerca de US$ 425 bilhões o nível de exportações e importações de ambos.
Por aqui
No Brasil, o destaque fica com o cronograma de oferta de ações, no qual haverá o início do período de reserva para a oferta primária de Julio Simões.