Petróleo sobe pela sexta vez consecutiva e supera patamar de US$ 86

Perspectiva de redução dos estoques de combustíveis nos EUA e menor oferta da Opep anima mercados nesta terça-feira

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SÃO PAULO – As cotações de petróleo voltaram a avançar nesta terça-feira (6), refletindo a perspectiva de que o relatório sobre os estoques de petróleo dos EUA, esperado para a próxima sessão. A expectativa de redução de projeções de produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) também repercutiu. Esta é a sexta alta consecutiva nos preços do produto.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 86,19, com alta de 0,36% em relação ao último fechamento. Enquanto isso, o contrato de maior liquidez no mercado de Nova York, com vencimento em maio, fechou cotado a US$ 86,83 por barril, subindo 0,24% frente ao fechamento anterior. No intraday, a cotação do barril em Nova York ultrapassou US$ 87 pela primeira vez desde outubro de 2008. 

Perspectivas
A EIA (Energy Information Administration) divulgou durante o dia um relatório reduzindo sua projeção para a produção de petróleo da Opep. A perspectiva de menor oferta animou os investidores.

Segundo a agência norte-americana, a produção diária do cartel deverá ficar em 29,4 milhões de barris, cerca de 100 mil barris por dia a menos do que a estimativa anterior. Contudo, as projeções para 2011 foram elevadas para 30,03 milhões de barris diários.

O mercado também esteve atento às projeções para o relatório semanal sobre os estoques norte-americanos da commodity, que será divulgado na quarta-feira (7). Conforme levantamento feito pela agência Bloomberg, o acervo de gasolina do país provavelmente perdeu 1 milhão de barris na passagem semanal. Por outro lado, uma pesquisa da agência Reuters projeta um aumento de 10 mil barris de óleo bruto na passagem semanal.

Fed
A terça-feira também contou com a divulgação da ata da última reunião da autoridade monetária norte-americana. “A recuperação deve seguir em seu ritmo moderado” foi a frase que mais uma vez guiou a avaliação do Fomc quanto ao atual cenário macroeconômico dos EUA.

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“Embora recentes indicadores tenham indicado um positivo acréscimo no consumo no primeiro trimestre, os gastos entre as famílias devem continuar reprimidos pelas fracas condições no mercado de trabalho, no crédito ainda escasso e no modesto ritmo de crescimento dos rendimentos”, diz o documento.