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SÃO PAULO – As cotações de petróleo voltaram a fechar em queda nesta quinta-feira (8), pressionadas por dados do mercado de trabalho norte-americano. O noticiário geopolítico também influenciou os preços.
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 84,81, com queda de 0,91% em relação ao último fechamento. Enquanto isso, o contrato de maior liquidez no mercado de Nova York, com vencimento em maio, fechou cotado a US$ 85,39 por barril, caindo 0,57% frente ao fechamento anterior.
Indicadores
O número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana ficou acima das expectativas do mercado, conforme dados divulgados pelo Departamento de Trabalho norte-americano durante o dia. O indicador ajudou a ofuscar os dados positivos do varejo norte-americanos divulgados na sessão, que impulsionaram os índices em Wall Street no final do dia.
O Initial Claims registrou um total de 460 mil novos pedidos no período, superando a expectativa dos analistas, cujas projeções giravam em torno de 435 mil. Do mesmo modo, o indicador ficou acima do número reportado na semana anterior, que foi revisado de 439 mil para 442 mil solicitações.
Paralelamente, o Banco da Inglaterra anunciou nesta quinta-feira a manutenção da taxa de juros em 0,5% ao ano, um recorde histórico, e a continuação do plano de compras de bônus no valor de US$ 303 bilhões. Por sua vez, o Banco Central Europeu, do mesmo modo, anunciou que os juros para a região continuarão em 1% ao ano, avaliando que a crise na Grécia torna complicada a retirada das medidas de estímulo.
Geopolítica
Enquanto isso, o Irã voltou ao radar dos investidores durante o dia, após declarações dos Estados Unidos sobre punições ao país árabe. O governo norte-americano disse esperar que a reunião do conselho de segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) adote novas medidas punitivas ao país por conta de seu programa nuclear.
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Vale lembrar que o programa nuclear iraniano tem sido o pivô da troca de acusações entre o país e as potências ocidentais, que o acusam de usar o programa para mascarar suas intenções bélicas. Por sua vez, o governo iraniano afirma que o uso da tecnologia nuclear visa apenas questões energéticas.