Ibovespa sobe 1,4% e atinge maior patamar desde 2 de junho de 2008

Abertura da sessão foi negativa, mas otimismo prevaleceu ao longo do intraday; ações do setor imobiliário e de aviação avançam

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Após abrir no terreno negativo, avaliando a volta de más notícias vindas da Grécia e indicadores discrepantes, os mercados acionários rumaram para o campo positivo, com as bolsas dos EUA avançando na sessão. O mesmo movimento foi visto por aqui, com o Ibovespa fechando em alta de 1,40%, a 71.784 pontos, maior patamar desde 2 de junho de 2008. O volume financeiro totalizou R$ 6,78 bilhões.

Logo pelo começo da manhã, rumores de que a Grécia vá elevar as projeções de déficit fiscal de 12,7% para 12,9% do PIB de 2009 já delineavam um clima tenso nos negócios. Ainda por lá, destaque para a inércia nas políticas monetárias: BCE e BoE deixaram suas taxas básicas de juro em 1,0% e 0,5% ao ano, respectivamente.

Nos EUA, o Initial Claims subiu e ficou acima do esperado na última semana, com 460 mil solicitações. Contrabalanceando essas referências, as vendas totais das maiores varejistas dos Estados Unidos subiram um recorde de 9,1% em março, com 92% dos números reportados ultrapassando as expectativas de Wall Street.

Por aqui, dentre tantos índices de inflação divulgados, o destaque fica para o IPCA, que desacelerou frente a fevereiro, mas ainda assim marcou uma alta de 0,52% em março, acima do esperado.

Bolsa
A GOL registrou demanda recorde em sua malha aérea para o mês de março desde o início de suas operações, em 2001, com elevação de 36,8% em comparação ao mesmo período de 2009. Do total, 38,5% foram referentes ao aumento na demanda doméstica, enquanto 23,6% foram em decorrência da expansão na demanda internacional. As ações da companhia avançaram na sessão.

Na ponta compradora, destaque também para ativos do setor imobiliário, com PDG Realty liderando os ganhos do índice, além de altas expressivas de Rossi e MRV. As ações do setor tem mostrado forte volatilidade desde o anúncio do programa Minha Casa, Minha Vida 2. Os dados da poupança divulgados na véspera também repercutiram nos papéis do setor, já que os fundos da caderneta subsidiam o financiamento imobiliário.

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Dólar
Após avançar mais de 0,7% durante a manhã, a trajetória do dólar comercial foi perdendo as forças durante a tarde, passando ao campo negativo nas últimas horas de negócios. Dessa forma, a moeda fechou com leve queda de 0,06%, sendo cotada na venda a R$ 1,775.

Por aqui, o Banco Central voltou a intervir no câmbio, realizando mais um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A operação ocorreu entre as 11h57 e as 12h07 e teve uma taxa aceita em R$ 1,7828.

Renda Fixa
Com os investidores atentos às referências econômicas do dia, o mercado de juros futuros fechou em alta, e o título com maior liquidez, de janeiro de 2011, fechou apontando taxa de 10,46%, alta de 0,01 ponto percentual frente ao último fechamento.

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No mercado de títulos da dívida externa, o Global 40, com maior liquidez, era cotado a 133,25%, queda de 0,33% em relação à véspera. Já o risco-país era cotado a 173 pontos-base no fechamento dos mercados, queda de 9 pontos-base frente ao fechamento anterior.

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