Puxadas por commodities e bancos, bolsas dos EUA fecham em alta

Em meio à agenda econômica pouco movimentada, investidores mantiveram o foco na temporada de resultados corporativos

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SÃO PAULO – Em meio à movimentada rodada de resultados corporativos e ao rali nos preços das commodities, os principais índices acionários norte-americanos fecharam em alta nesta terça-feira (20). Ações de companhias produtoras de commodities, em especial as petrolíferas, e de instituições financeiras figuraram entre as maiores valorizações de Wall Street.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 0,81% a 2.500 pontos, acumulando no ano forte alta de 10,19%. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em valorização de 0,81% atingindo 1.207 pontos e subindo 8,26% no ano, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,23% chegando a 11.117 pontos e acumulando no ano forte alta de 6,61%.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +0,81 2.500 +5,30 +10,19 
 S&P 500 +0,81 1.207 +4,08 +8,26 
 Dow Jones +0,23 11.117 +3,49 +6,61 

Destaques positivos
Em meio à agenda econômica pouco movimentada, a temporada de balanços corporativos teve maior peso nos negócios desta sessão. Destaque positivo para a Harley-Davidson, que revelou números melhores do que o esperado pelos analistas durante o primeiro trimestre do ano. Com isso, os papéis da empresa dispararam 7,32%, tendo um dos melhores desempenhos do índice S&P 500.

Além da Harley, empresas produtoras de materiais básicos também ocuparam a ponta compradora dos negócios desta terça-feira, acompanhando melhores perspectivas para a demanda mundial. Com isso, o preço do barril de petróleo negociado em Nova York fechou em alta, impulsionando as ações de Exxon Mobil (+1,08%) e Chevron (+0,9%), que figuraram entre as maiores altas do Dow Jones.

Setor financeiro
Voltando à rodada de resultados, o Goldman Sachs apresentou lucro líquido de US$ 3,3 bilhões, ou US$ 5,59 por ação, no primeiro trimestre, ante US$ 1,66 bilhão, ou US$ 3,39 por papel, no mesmo período do ano passado. Apesar do desempenho melhor do que o projetado pelo mercado, repercutiu negativamente o anúncio feito pela FSA (Financial Services Authority, na sigla em inglês), órgão regulador do mercado financeiro britânico, que irá investigar a unidade londrina do banco. Com isso, suas ações recuaram 2,05%. 

Contrabalanceando com o desempenho do Goldman, os papéis do Marshall & Ilsley registraram a maior valorização do índice S&P 500, ao subirem 10,7%. O maior banco de Wisconsin reportou perdas de US$ 0,27 por ação, resultado melhor do que o esperado pelos analistas, que projetavam um prejuízo por ação de US$ 0,40.

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Ainda entre as instituições financeiras, os papéis do Citigroup tiveram o preço-alvo elevado pelo UBS AG, contribuindo para que eles fechassem este pregão com alta de 1,84%. Já as ações do Morgan Stanley fecharam com ganhos de 3,01%, em meio à expectativa dos resultados a serem divulgados após o fechamento dos negócios desta terça-feira.

Mais resultados
A Johnson & Johnson registrou ganhos líquidos de US$ 4,53 bilhões, ou US$ 1,62 por ação, no primeiro trimestre, frente a US$ 3,51 bilhões, ou US$ 1,29 por papel, no mesmo período de 2009 e excluindo fatores sazonais. Apesar de números melhores do que o esperado, as ações da empresa cederam 0,06%.

Já a Coca-Cola viu seus ativos recuarem 1,54%, mesmo após a companhia ter anunciado ganhos líquidos de US$ 1,61 bilhão, ou US$ 0,80 por papel, entre janeiro e março, descontando fatores sazonais. Um ano antes, o registro foi de US$ 1,35 bilhão, ou US$ 0,58 por papel. O mercado esperava lucro de US$ 0,74 por ação.

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Na mesma linha, as ações da IBM depreciaram 1,92%. Depois do fechamento da segunda-feira (19), a empresa divulgou seu resultado no primeiro trimestre, registrando lucro líquido de US$ 2,6 bilhões, ou US$ 1,97 por ação, contra US$ 2,3 bilhões, ou US$ 1,70 por papel, no mesmo período do ano passado.