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SÃO PAULO – Tendo em vista a performance abaixo da média do mercado e acreditando que a companhia esteja bem posicionada para se beneficiar da recuperação da demanda industrial, o Morgan Stanley elevou a recomendação das ações da Tractebel (TBLE3) para “overweight” (acima da média do mercado).
Além disso, o banco norte-americano optou por elevar o preço-alvo esperado nos próximos 12 meses para os papéis da empresa, passando de R$ 19 para R$ 28 – o que denota um upside de 27,3% em relação à cotação de fechamento desta segunda-feira (26) – por conta das melhores perspectivas em relação às tarifas cobradas para a geração de energia.
“A Tractebel está posicionada para se beneficiar dos maiores preços devido à sua capacidade não contratada e pelos novos projetos que devem entrar em funcionamento no começo de 2010”, afirmam os analistas Miguel Rodrigues e Subhojit Daripa. Desses projetos, os analistas destacam as usinas de Estreito e Andrade, que deverão ampliar a produção da empresa em 436 MW e 18 MW, respectivamente.
Catalisador
Além disso, o banco norte-americano destaca o desempenho ruim dos ativos da empresa, que nos últimos 12 meses acumulam ganhos de 29,1% – bem atrás do Ibovespa, que subiu 47,25% no mesmo período. Para Rodrigues, está performance reflete as preocupações dos acionistas minoritários sobre os “critérios de fixação de preços aplicados para a transferência dos ativos da contraladora GDF Suez para a Tractebel”.
No entanto, para Emmanuel Turpin, analista que cobre a Suez na Europa, essa empresa tem mantido o foco para prover maior transparência nesta negociação de ativos. “Nós acreditamos que uma maior abertura nessa transferência será o catalisador para os papéis terem uma performance acima da média do mercado”, revelam os avaliadores do Morgan, que veem nas cotações atuais da TBLE3 uma penalização dos mercados.
Riscos
Contudo, assim como pode ser um catalisador, a Suez pode funcionar no quesito “risco” desse investimento. Na análise de Rodrigues, se a controladora da Tractebel mantiver suas práticas atuais para a transferência desses dos ativos, isso pode ser interpretado negativamente pelos investidores. “Na nossa visão, isso tem sido a razação para a performance imprecisa de até agora”, reforça o especialista.
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