Com rating da Espanha e decisão do Fomc, índices dos EUA seguem indefinidos

Apesar de bons resultados corporativos, corte do rating espanhol preocupa investidores; bancos são destaque de alta

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SÃO PAULO – As bolsas norte-americanas operam sem tendência definida nesta quarta-feira (28). Apesar da divulgação de bons resultados corporativos, os investidores avaliam as decisões do Fomc (Federal Open Market Committee) sobre o juro norte-americano e da Standard & Poor’s de corte no rating da Espanha.

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, negocia em valorização de 0,59% e atinge 1.191 pontos. Também opera em leve alta de 0,44% o índice Dow Jones, chegando a 11.041 pontos. Por outro lado, o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, cai 0,06% a 2.470 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 S&P 500 +0,59 1.191 +1,49 +6,78 
 Dow Jones +0,44 11.041 +1,33 +5,87 
 Nasdaq -0,06 2.470 +2,73 +8,85 

Espanha e Fomc
A agência de classificação de risco S&P reduziu a nota soberana da Espanha de “AA+” para “AA”, alegando que o país tende a um longo período de crescimento econômico modesto, fato que enfraquece sua posição orçamentária. O episódio ofuscou as declarações do ministro das finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, de que o pacote de ajuda à Grécia deverá sair até o final da semana que vem.

Anunciada há pouco, a decisão tomada pelo Fomc foi mais uma vez de manutenção do juro básico norte-americano na faixa entre 0% e 0,25% ao ano, menor patamar de sua história, vindo em linha com as expectativas do mercado. A última vez que o Fed mexeu no juro norte-americano foi em dezembro de 2008, quando a taxa foi reduzida de 1% para a banda entre 0% e 0,25% ao ano.

Resultados corporativos
Enquanto o noticiário europeu segue conturbado no que concerne à situação fiscal de países como a Grécia e Espanha, em Wall Street, a temporada de divulgação de resultados corporativos trimestrais trouxe bons números e inspira trajetórias de alta em diversos papéis e setores, a despeito do clima incerto.

As ações da Dow Chemical disparam cerca de 6%, após a empresa ter reportado lucro líquido de US$ 551 milhões, ou US$ 0,41 por ação, no primeiro trimestre desse ano, ante US$ 24 milhões, ou US$ 0,03 por papel, no mesmo período de 2009. Descontados custos não recorrentes, os ganhos da empresa foram de US$ 0,43 por ação, superando expectativas de lucro de US$ 0,30 por papel.

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Os papéis da Rockwell Automation também são destaque de alta, impulsionados pelo anúncio de que a empresa teve lucro líquido de US$ 137 milhões, ou US$ 0,95 por ação, nos três primeiros meses desse ano, ante US$ 40,6 milhões, ou US$ 0,29 por papel, no ano passado. Analistas esperavam ganhos de US$ 0,52 por papel.

Setor financeiro
Apesar de terem registrado perdas no último pregão, os papéis dos bancos figuram entre as maiores altas da S&P 500. As ações do JP Morgan sobem 2,43%, enquanto as do Goldman Sachs crescem 2,2%. Os papéis do Citigroup e Morgan Stanley avançam 1,96% e 1,77%, respectivamente.