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SÃO PAULO – O BoJ (Bank of Japan) decidiu manter sua taxa básica de juro em 0,1% ao ano em sua reunião de política monetária desta sexta-feira (30). O banco central japonês também expandiu o crédito proporcionado ao mercado com o objetivo de estimular o consumo e reverter o quadro deflacionário.
De acordo com comunicado do BoJ, a manutenção do juro básico pretende “dar suporte aos esforços do setor privado para fomentar inovações tecnológicas em áreas como energia e meio ambiente”.
Além disso, o crédito extra aprovado no último encontro, que dobrou para ¥ 20 trilhões o montante disponível ao financiamento bancário, foi mantido. O movimento também visa estimular os japoneses a comprarem mais e, consequentemente, a elevação dos preços.
“O Banco tem ativamente implantado medidas monetárias para dar suporte à economia do lado financeiro. Especialmente, o Banco mantém sua taxa de juros baixa em 0,1% ao ano para encorajar um declínio nos juros reais de longo prazo. Por enquanto, os efeitos tem se amplificado dado a melhora nos lucros corporativos e atividade econômica”, explica a nota.
Panorama
Também nesta reunião, o BoJ traçou uma perspectiva sobre o que acredita estar acontecendo com o Japão e com os mercados globais atualmente, assim como projeta alguns indicadores para o país no final do ano.
“Entre os anos fiscais de 2010 e 2011, a economia japonesa provavelmente se recuperará. Os efeitos do crescimento da demanda proporcionados pelas medidas políticas direcionadas ao consumo de bens duráveis deve gradualmente diminuir e esperamos que as medidas sejam retiradas no ano fiscal de 2010”, falou o BoJ.
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Além disso, o Banco Central japonês espera que as exportações continuem melhorando e que os investimentos fixos em negócios também apresentam recuperação, assim que os resultados corporativos vierem também melhores.
Com as finanças das empresas melhorando, o BoJ também crê que isso trará aumento do nível de empregos, salários, consumo privado e investimentos imobiliários.
Já na questão dos juros, o BC japonês aposta que, com a alta das commodities, os preços devem seguir uma trajetória de alta, com o CPI (consumer price index) moderando seu ritmo de queda e a deflação começando a reverter a tendência.