Bolsa brasileira está otimista com Previdência: quais os melhores “pozinhos” para ganhar nesse cenário?

Este é o tema da "A Hora das Opções", apresentado por Luiz Fernando Roxo nesta segunda-feira (3)

Lara Rizério

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SÃO PAULO – Contrariando as expectativas de boa parte dos investidores no mês passado, o Ibovespa acumulou alta de 0,7% em maio, registrando o seu melhor mês em dez anos em meio às perspectivas positivas para a reforma da Previdência (e apesar do exterior negativo). 

Com as perspectivas positivas para a reforma e, consequentemente, para a bolsa, os investidores também podem encontrar boas oportunidades em opções através da estratégia dos pozinhos. É esse assunto que Luiz Fernando Roxo, gestor de investimentos, aborda no programa A Hora das Opções desta segunda-feira (3), destacando os melhores pozinhos para ganhar com a reforma da Previdência. 

Estratégia dos pozinhos

A “estratégia dos pozinhos” consiste em posicionar constantemente em opções bem fora do dinheiro (“out the money”), que dificilmente serão exercidas e estejam com um valor muito baixo, esperando uma valorização bastante considerável e gerando retornos expressivos. 

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A operação pode ocorrer tanto com put (opção de venda) ou call (opção de compra), vendendo-as após uma forte alta nos preços. Se isso não acontecer, elas “viram pó”, perdendo totalmente o seu valor.

A opção é um derivativo negociado na Bolsa de Valores. E como qualquer derivativo, seu preço “deriva” da oscilação do ativo ao qual ela se lastreia – no caso de uma opção de ação, o contrato varia de acordo com as oscilações desta ação na Bovespa.

Quem compra uma opção está adquirindo o “direito” de comprar ou vender alguma ação; já quem vende a opção tem a obrigação de atender a exigência daquele que comprou o contrato.

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Ou seja: se você vendeu uma opção de compra e essa opção for exercida, você terá que vender essa ação ao detentor da opção pelo preço estabelecido; se você vendeu uma opção de venda e ela for exercida, você terá que comprar esta ação ao preço estabelecido. 

Existem dois tipos de opções: de compra (call) e de venda (put). Quando um investidor compra uma “call”, ele está adquirindo o direito de comprar uma determinada ação a um preço já estabelecido (que é preço de exercício, ou “strike”) até um dia de vencimento já firmado. Para o investidor que compra uma “put”, ele está adquirindo o direito de vender uma ação até um dia determinado a um valor já estabelecido.

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Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.