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SÃO PAULO – Os contratos futuros do Ibovespa com vencimento em maio recuavam 0,49%, aos 85.345 pontos, às 9h11 (horário de Brasília) desta segunda-feira (2), devolvendo parte dos ganhos da sessão passada, quando subiu 1,98%, como também refletindo a decisão da China de impor tarifas a produtos dos EUA.
Na noite de domingo (1), o governo chinês confirmou que irá tarifar a partir desta segunda-feira 128 diferentes produtos dos EUA, restrições comerciais que equivalem a US$ 3 bilhões. O temor dos investidores é que EUA e China acabem se engajando em uma guerra comercial declarada, embora tenham dado recentes sinais de que desejam superar suas desavenças por meio do diálogo.
Para completar, o presidente Donald Trump voltou a subir o tom com a Amazon e disse em tuíte neste final de semana que a empresa deve pagar custos reais (e impostos) agora. Desta vez, Trump acusou a companhia de pagar menos impostos do que deveria e de causar o fechamento de milhares de empresas do varejo, fato que pressiona os contratos futuros norte-americanos.
Apesar da queda do mercado com as notícias, o dólar futuro com vencimento em maio registrava ligeira desvalorização de 0,05%, aos R$ 3,311. Enquanto isso, os juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 operavam praticamente estáveis, cotados a 6,22% e 7,97%, respectivamente, digerindo o último relatório Focus, com o mercado precificando o corte da Selic para 6,25% na próxima reunião.
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Bolsas mundiais
Em uma sessão em que boa parte das bolsas europeias está fechada diante do feriado prolongado da Páscoa, os índices futuros norte-americanos registram queda após o presidente Donald Trump reiterar o tom duro com a Amazon e depois da China cumprir ameaça de impor tarifas a produtos dos EUA. Ainda falando sobre o gigante asiático, os últimos indicadores de manufatura da China vieram mistos, com o dado oficial ficando acima do esperado, enquanto o elaborado pela IHS Markit/Caixin aquém das expectativas. Ambos, porém, ficaram acima da barreira de 50 que indica expansão da atividade manufatureira.
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No mercado de commodities, o petróleo retoma o patamar de US$ 65 após subir no trimestre passado com a Opep, enquanto o minério tem um dia de ganhos.
Às 9h11, este era o desempenho dos principais índices:
*S&P 500 Futuro (EUA) -0,43%
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*Dow Jones Futuro (EUA) -0,52%
*Nasdaq Futuro (EUA) -0,75%
*Nikkei (Japão) -0,31% (fechado)
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*Shangai (China) -0,16% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong) +0,24% (fechado)
*Petróleo WTI +0,45%, a US$ 65,23 o barril
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*Petróleo brent +0,71%, a US$ 69,83 o barril
*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +2,05%, a 447 iuanes (nas últimas 24 horas)
*Bitcoin +2,71%, R$ 24.440 (confira a cotação da moeda em tempo real)
Noticiário político
Os políticos têm até o dia 7 de abril para acertarem seus partidos – a chamada janela partidária -, o que deve levar a muitas mudanças nas siglas. Neste sentido, o governo confirmou que o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, assumirá a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para substituir Dyogo como ministro do Planejamento, foi escolhido Esteves Colnago, atual secretário-executivo da Pasta. Nesta segunda, às 10h30, Temer ainda participa da cerimônia de Posse dos ministros da Saúde, Gilberto Occhi, e de Transportes, Valter Casimiro Silveira, e do presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza.
Além disso, durante o feriado, o ministro do Supremo Luís Roberto Barroso revogou na noite de sábado as prisões temporárias dos alvos da Operação Skala, da Polícia Federal, e determinou a imediata soltura dos presos, incluindo amigos do presidente Michel Temer. As prisões foram determinadas no âmbito do inquérito que apura possíveis irregularidades na edição do Decreto dos Portos, assinado por Temer em maio do ano passado e que apura o suposto favorecimento a empresas do ramo portuário.
Agenda da semana
Esta semana terá agenda variada de indicadores de atividade tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, incluindo dados que podem afetar a expectativa para as taxas de juros. Na agenda doméstica, atenção para os dados de produção industrial na terça-feira (3) às 9h (horário de Brasília) e dados secundários de inflação, como o IPC-S e IPC-Fipe.
No exterior a semana será mais agitada, com principal destaque ficando para o Relatório de Emprego dos EUA, referentes ao mês de março, às 9h30 da sexta-feira (6). O dado será importante para o mercado calibrar a intensidade do crescimento americano no primeiro trimestre e a trajetória futura da inflação, ajustando suas apostas quanto ao ritmo de aumento dos juros ao longo do ano, ressaltam os analistas. Ainda no exterior, atenção principalmente para os dados dos PMIs da indústria e serviços tanto dos EUA, quanto da Zona do Euro.
Além disso, na quarta-feira (4), o STF (Supremo Tribunal Federal) julgará o pedido de habeas corpus de Lula. Na última segunda, o TRF-4 negou o recurso do ex-presidente, que só não foi preso porque há uma liminar do Supremo que evita que ele comece a cumprir sua pena até que o HC seja julgado. Se os ministros negarem o pedido da defesa, o petista poderá ser preso já nesta semana. Outro ponto importante no campo político é a definição das filiações e candidaturas. Os políticos têm até o dia 7 de abril para acertarem seus partidos – a chamada janela partidária -, o que deve levar a muitas mudanças nas siglas.
UM Brasil na IMTV
Nesta segunda, às 16h, a parceria “InfoMoney + UM BRASIL” entrevistará Juan Jensen, sócio da consultoria 4E, para falar de perspectivas econômicas e políticas após o término do 1º trimestre do ano. A entrevista será conduzida por Thiago Salomão e Humberto Dantas. Confira a grade completa da IMTV clicando aqui.
Noticiário corporativo
Em destaque no noticiário corporativo, a Vale comunicou que vai atrelar dividendo a Ebitda e capex em nova política. O valor da remuneração será de 30% do Ebitda ajustado menos investimento corrente. Com isso, aponta o Itaú BBA, o pagamento esperado de 50% do lucro projetado é maior que o dos pares e é esperado um dividendo mínimo de US$ 4 bilhões em 2018.
Na reta final da temporada de balanços, a Brasil Pharma registrou um prejuízo líquido de R$ 165 milhões no quarto trimestre. Já o Valor informa que o BTG Pactual planeja captar US$ 2 bilhões para fundo de infraestrutura. Atenção ainda para a primeira prévia da nova carteira do Ibovespa, que deve trazer pelo menos seis novidades (veja mais clicando aqui).
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O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.