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SÃO PAULO – O gerente do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), Augustin Carstens, afirmou nesta semana que o bitcoin é uma “combinação de bolha, esquema Ponzi e um desastre ambiental”. O executivo da instituição, conhecida também como “Banco Central Mundial”, questionou a sustentabilidade do bitcoin e outras criptomoedas e ainda sugeriu que as autoridades devem reprimir a tecnologia.
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Em uma palestra em Frankfurt, na Alemanha, Carstens disse que havia rachaduras na “casa do bitcoin”, já que muitas “moedas imitadoras” tinham dividido a tecnologia, lembrando do Bitcoin Gold e do Bitcoin Cash. O banqueiro argumentou que esta replicação só poderia levar à degradação da criptomoeda até o ponto em que elas não vão ter mais valor econômico.
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Carstens citou a confiança como outro problema para as moedas digitais, pois, segundo ele, elas nunca serão governadas ou terão apoio da infraestrutura institucional. E com isso, o banqueiro questiona a eficiência e a legalidade do Bitcoin.
“Embora talvez seja um sistema de pagamento alternativo sem envolvimento do governo, tornou-se uma combinação de uma bolha, um esquema de Ponzi e um desastre ambiental”, disse ele. “A volatilidade do bitcoin torna-o um meio de pagamento pobre e uma maneira louca de armazenar valor”, completou.
Carstens disse que a empolgação dos investidores atualmente parece ter mais a ver com uma “mania especulativa” e que sua única função verdadeira parece ser favorecer atividades ilegais. Por fim, o executivo afirmou também que as autoridades devem atuar para proteger os consumidores e garantir que as criptomoedas não possam ser usadas para evadir impostos, lavar dinheiro ou financiar atividades criminosas.